Estudo revela que mais de 41 milhões de domicílios têm mulheres como principal provedoras e a procura por coberturas que protegem a renda em vida cresce rapidamente
Nos últimos anos, o perfil da principal provedora financeira nas casas do Brasil deixou de ser exceção para se tornar regra, com mais de 41 milhões de residências administradas por mulheres, representando mais da metade dos lares do país.
Especialistas apontam que a combinação de maior escolaridade feminina, maior participação no mercado de trabalho e a queda da taxa de fertilidade tem impulsionado essa mudança, fazendo com que as mulheres assumam não só o cuidado do lar, mas também a gestão dos recursos que garantem o bem‑estar dos filhos e do núcleo familiar.
Com a responsabilidade de sustentar a família, o interesse por seguros que vão além da cobertura em caso de falecimento tem se fortalecido. Produtos que protegem contra invalidez, doenças graves e interrupção temporária da renda passaram a figurar entre as escolhas preferenciais das mulheres que buscam segurança integral.
Dados de uma insurtech indicam que quase metade dos clientes são mulheres, sendo a maioria na faixa entre 35 e 44 anos, período em que se concentram as demandas familiares e profissionais. A proteção dos filhos e netos lidera as escolhas, seguida por cônjuges, avós e irmãos, refletindo um modelo de beneficiação mais amplo que o observado entre os homens.
Na periferia, o acesso a planos de proteção tem se democratizado, com mulheres representando mais de 60% da base de clientes de uma empresa que oferece seguros de baixo custo. Elas demonstram maior tendência a contratar coberturas familiares, como o chamado “Família Protegida”, enquanto os homens ainda priorizam seguros de funeral individual.
Apesar do avanço, especialistas alertam para erros recorrentes: a ideia de que o seguro serve apenas para morte e a falta de revisão constante do plano conforme a vida evolui. Casamentos, nascimento de filhos, separações ou mudanças de carreira exigem ajustes nas coberturas e nos valores para evitar lacunas que podem comprometer a estabilidade financeira do lar.
Para mães que empreendem ou trabalham por conta própria, a reserva de emergência precisa ser ainda mais robusta, pois a ausência de renda pode impactar diretamente o sustento dos filhos. Planejar com antecedência, aliando proteção de renda a estratégias de investimento de médio e longo prazo, é a estratégia recomendada para garantir tranquilidade mesmo nos momentos de saúde delicada ou imprevistos.
Assim, o novo panorama demonstra que a proteção financeira das mulheres não é apenas um diferencial, mas um pilar essencial para a segurança e o futuro das famílias brasileiras.


