Programa garante auxílio mínimo de R$ 600 e inclui benefício de R$ 150 por criança de 0 a 7 anos
O governo federal anunciou ajustes na composição dos valores repassados pelo Bolsa Família, aumentando a transparência na distribuição dos recursos e ampliando o alcance do Benefício Primeira Infância (BPI). A partir da nova grade, cada família beneficiária receberá, no mínimo, R$ 600 por domicílio, valor que pode ser complementado conforme a quantidade de integrantes e a situação de vulnerabilidade.
Entre as principais mudanças está a inclusão de um adicional de R$ 150 para cada criança entre zero e sete anos incompletos, pago diretamente ao responsável legal. Esse recurso, conhecido como BPI, visa garantir maior suporte à saúde e à educação nas primeiras infâncias, reduzindo índices de desnutrição e evasão escolar.
Segundo os critérios atualizados, a elegibilidade continua baseada na renda per capita familiar, que deve estar abaixo de R$ 190 mensais, e no cadastramento atualizado no Cadastro Único. Famílias que já recebem o benefício sem a complementação do BPI poderão solicitar a revisão do valor, assegurando que nenhum beneficiário perca o auxílio base.
O impacto esperado é positivo para mais de quatro milhões de domicílios atendidos pelo programa, com especial destaque para regiões do Nordeste e Norte, onde a taxa de pobreza ainda é elevada. A expectativa é que o aumento do recurso por criança contribua para a melhoria de indicadores sociais, como taxa de alfabetização e acesso a serviços de saúde.

