O que mudou após a decisão do Supremo Tribunal Federal
Em novembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal decidiu encerrar a possibilidade de recalcular aposentadorias incluindo períodos anteriores a julho de 1994. A votação, de oito a três votos, manteve a regra de transição vigente na época, impedindo novas demandas baseadas na chamada “tese da vida toda”.
Entretanto, o direito de corrigir erros administrativos permanece assegurado por lei. A revisão ainda pode ser acionada quando o INSS deixa de considerar períodos de trabalho registrados na Carteira de Trabalho ou não contabiliza corretamente contribuições feitas como autônomo.
Principais falhas que podem gerar reajustes
Omissão de períodos trabalhados: se a instituição não incluir tempo de serviço formalmente registrado, o segurado pode ganhar entre R$ 200 e R$ 500 mensais.
Conversão de tempo especial: trabalhadores expostos a condições insalubres que não tiveram o tempo especial convertido em tempo comum também podem ter o benefício ajustado.
Prazo decadencial para solicitar a revisão
O segurado dispõe de um prazo de dez anos, contado a partir do primeiro dia do mês subsequente ao recebimento da primeira parcela, para apresentar qualquer pedido de reavaliação. Após esse período, o direito de contestar o cálculo original prescreve integralmente, conforme estabelece o artigo 103 da Lei 8.213/1991.
Impacto das atualizações de 2026
Em fevereiro de 2026, todos os benefícios foram reajustados automaticamente. O salário mínimo subiu para R$ 1.621,00, proporcionando um ganho real para quem recebe o piso previdenciário. Para os aposentados que recebem acima desse valor, o teto da previdência foi elevado para R$ 8.475,55, refletindo um aumento de 3,90% sobre o valor já atualizado.
Como iniciar a revisão de forma digital
O processo pode ser iniciado totalmente online, por meio do portal ou do aplicativo Meu INSS. O usuário deve escolher a opção “Agendamentos/Solicitações”, localizar o serviço “Revisão” e anexar documentos como a Carteira de Trabalho original, contracheques antigos e comprovantes de contribuição.
Para casos mais complexos, a orientação de um profissional especializado pode ser decisiva para garantir que o direito seja reconhecido integralmente.


