Entrada alta, barreira para milhões
Adquirir o primeiro apartamento ou casa no país ainda representa um obstáculo significativo para grande parte da população. O ponto crítico não é o valor das parcelas do financiamento, mas sim o montante exigido como entrada, que costuma oscilar entre 15 % e 30 % do preço total do bem.
Em números práticos, um imóvel avaliado em R$ 300 mil exige que o comprador disponha de, no mínimo, R$ 45 mil e, no máximo, R$ 90 mil para dar o sinal. Essa exigência costuma ser o fator que interrompe a jornada de quem busca a casa própria.
FGTS: recurso subutilizado
Um número considerável de famílias tem à disposição um recurso que muitas vezes passa despercebido: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Esse fundo pode ser empregado para compor a entrada, amortizar o saldo devedor ou até liquidar a dívida total do financiamento.
Embora a rentabilidade do FGTS seja baixa – cerca de 3 % ao ano mais a Taxa Referencial, que costuma ficar próxima de zero – a legislação permite seu uso em situações estratégicas, como a compra de imóvel residencial, redução temporária das parcelas e quitação de parte do financiamento.
Inteligência no uso do FGTS
Quando aplicado de forma planejada, o FGTS tem o potencial de reduzir drasticamente o valor necessário para iniciar a compra, tornando o projeto habitacional mais viável. Ao substituir o aluguel por uma parcela de financiamento, o pagamento mensal deixa de ser apenas um custo e passa a constituir patrimônio.
O desconhecimento sobre o saldo disponível no FGTS mantém muitas famílias fora do mercado imobiliário, mesmo quando possuem recursos suficientes para dar o primeiro passo.
Do aluguel ao patrimônio
Transformar o gasto mensal com aluguel em investimento no próprio imóvel é uma mudança de paradigma que pode gerar benefícios de longo prazo. Ao utilizar o FGTS para a entrada ou amortização, o comprador diminui o valor das parcelas e acelera a construção de seu patrimônio.
Informação e orientação são essenciais para que o recurso seja aproveitado da melhor forma, permitindo que mais brasileiros alcancem a tão desejada estabilidade habitacional.


