A Previdência Social intensificou os mecanismos de controle sobre o benefício por incapacidade temporária e a implementação de novos critérios de análise documental exige que o trabalhador tenha atenção redobrada à qualidade das provas médicas apresentadas.
O cenário para quem depende do antigo auxílio-doença agora renomeado oficialmente como benefício por incapacidade temporária sofreu uma mudança drástica neste início de 2026. O governo federal por meio do Ministério da Previdência Social decidiu endurecer as regras de concessão e manutenção dos pagamentos com o objetivo de reduzir o déficit orçamentário e combater possíveis irregularidades no sistema. A principal alteração reside na sofisticação do cruzamento de dados onde a inteligência artificial do órgão passou a monitorar de forma mais agressiva a duração dos afastamentos e a compatibilidade dos diagnósticos com as atividades profissionais declaradas pelos segurados.
A DOCUMENTAÇÃO MÉDICA SOB LUPA E O FIM DA FLEXIBILIDADE EXCESSIVA
Embora o sistema de análise documental via internet tenha sido criado para agilizar os processos a nova fase do cerco previdenciário exige que os laudos médicos sejam extremamente detalhados e atualizados. Não basta mais apenas apresentar um atestado comum pois o INSS agora exige que o documento contenha de forma clara e legível a Classificação Estatística Internacional de Doenças o tempo exato de recuperação estimado e uma descrição pormenorizada da limitação funcional que impede o trabalho. Qualquer divergência entre o que o médico assistente prescreve e o que o perito do instituto interpreta tem resultado em uma enxurrada de indeferimentos automáticos gerando insegurança jurídica para milhares de profissionais que se encontram em tratamento de saúde.
O IMPACTO DO PENTE-FINO E A CONVOCAÇÃO PARA REAVALIAÇÕES
Outro ponto que causa preocupação é a retomada vigorosa das convocações para o exame presencial mesmo para aqueles que haviam conseguido o benefício de forma remota anteriormente. Esse pente-fino foca especialmente em benefícios que ultrapassaram o prazo de noventa dias sem uma nova avaliação médica presencial. O segurado que ignora a notificação oficial corre o risco de ter o pagamento suspenso imediatamente sem aviso prévio adicional. A estratégia do órgão é forçar o retorno ao mercado de trabalho de indivíduos que embora ainda apresentem sintomas clínicos já possuem capacidade residual para exercer alguma atividade laboral adaptada ou distinta da anterior conforme o entendimento da perícia médica federal.
ESTRATÉGIAS DE DEFESA E O DIREITO AO RECURSO ADMINISTRATIVO
Diante do indeferimento do pedido o trabalhador deve manter a calma e organizar sua defesa dentro dos prazos legais estabelecidos. É importante entender que a negativa do INSS não é uma sentença definitiva mas sim uma decisão administrativa que pode ser questionada por meio de recurso à Junta de Recursos da Previdência Social. Neste processo o segurado deve buscar novos exames e laudos que comprovem a evolução da doença ou a persistência da incapacidade evitando repetir apenas a documentação que já foi rejeitada. A clareza na exposição dos fatos e a consistência das evidências clínicas são os únicos caminhos para reverter uma suspensão injusta e garantir a subsistência financeira durante o período de convalescença.
A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA MÉDICA PREVENTIVA E DO PLANEJAMENTO
A melhor forma de enfrentar o rigor do INSS em 2026 é agir preventivamente mantendo um histórico médico contínuo e bem documentado. O trabalhador não deve esperar o momento da perícia para organizar sua pasta de saúde; exames laboratoriais relatórios de fisioterapia e receitas de medicamentos devem ser guardados cronologicamente. Essa organização demonstra a boa-fé do segurado e facilita o trabalho do perito que tem poucos minutos para avaliar cada caso. Em um sistema cada vez mais automatizado e frio o fator decisivo para a vitória em um processo administrativo continua sendo a robustez das provas materiais da incapacidade para o trabalho.

