O balanço de 12 meses (janeiro/2025 a janeiro/2026) indica uma redução na dependência de programas de transferência de renda, com destaque para a cidade de Sumaré, que lidera os números de saída na microrregião.
1. O Panorama por Cidade
A redução não foi uniforme, mas os números mostram uma tendência clara de emancipação econômica em cidades industriais:
| Cidade | Lares que deixaram o programa (estimado) | Principal Motivo |
| Sumaré | ~1.600 | Emprego formal e atualização de dados. |
| Americana | ~900 | Setor têxtil e serviços em alta. |
| Santa Bárbara | ~850 | Expansão do setor industrial. |
| Nova Odessa | ~450 | Logística e novos centros de distribuição. |
2. Por que as famílias estão saindo?
Existem duas “portas de saída” principais que explicam esse fenômeno em 2026:
- 📈 Empregabilidade (A Saída Positiva): A região de Campinas e Sumaré vive um momento de forte demanda por mão de obra técnica e em logística. Muitas famílias superaram a renda per capita máxima permitida (R$ 218,00 por pessoa) ao conquistarem um emprego com carteira assinada.
- 🔍 Pente-fino do CadÚnico: O governo intensificou o cruzamento de dados com o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Famílias que não atualizaram os dados ou que apresentaram divergências na composição familiar tiveram o benefício cancelado.
3. A Regra de Proteção: O “Meio do Caminho”
Muitas dessas famílias não saíram do programa de forma abrupta. Em 2026, a Regra de Proteção tem sido fundamental:
- Se a família consegue um emprego, mas a renda por pessoa fica entre R$ 218 e R$ 706, ela não perde o benefício imediatamente.
- Ela continua recebendo 50% do valor do auxílio por até 2 anos, garantindo uma transição segura para a independência financeira.
4. Impacto na Economia Local
A saída de 4 mil famílias do programa não significa, necessariamente, menos dinheiro circulando. Na verdade, quando a saída ocorre por emprego formal, o poder de compra daquela família geralmente triplica em relação ao valor do benefício social, injetando mais recursos no comércio de Sumaré e região.
Atenção: Se você faz parte dos beneficiários que ainda estão no programa, lembre-se que em 2026 a atualização do CadÚnico deve ser feita obrigatoriamente a cada dois anos ou sempre que houver mudança na renda ou no número de pessoas morando na casa.
