Mais de 10,5 milhões de trabalhadores terão acesso a valores bloqueados até 26 de maio
O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 7,7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o saque-aniversário de trabalhadores demitidos sem justa causa. A medida, que beneficia cerca de 10,5 milhões de pessoas, prevê o desbloqueio de valores até 26 de maio, permitindo o acesso a recursos que anteriormente eram bloqueados.
Segundo informações oficiais, o crédito será feito automaticamente nas contas vinculadas ao aplicativo FGTS, sem necessidade de deslocamento a agências. A decisão visa aliviar a situação financeira de profissionais que, após a rescisão do contrato de trabalho, não conseguiam sacar integralmente os valores acumulados no fundo. O saque-aniversário, tradicionalmente ligado a aniversários próximos, agora inclui essa nova condição de elegibilidade.
Para beneficiar-se da liberação, o trabalhador precisa ter sido demitido sem justa causa e estar enquadrado na modalidade de saque-aniversário. Casos de demissão por justa causa, pedidos de demissão ou acordos entre empregado e empregador não se enquadram na regra. Além disso, os valores comprometidos com instituições financeiras — como antecipação do FGTS — permanecem bloqueados.
A medida foi recebida com alívio por muitos trabalhadores, que até então enfrentavam dificuldades para acessar os recursos do fundo. O Ministério do Trabalho e Emprego destacou que a liberação busca promover a inclusão financeira e oferecer suporte a famílias em momentos de transição profissional.
Ainda segundo o governo, o FGTS já permite saque-aniversário para trabalhadores que completarem 50 anos de idade ou 65 anos de contribuição previdenciária. A nova regra amplia as possibilidades de acesso, especialmente para quem enfrenta restrições após a demissão. O dinheiro será liberado diretamente na conta digital, com validação automática no sistema.
Espera-se que a liberação dos recursos gere impacto positivo na economia local, especialmente em regiões com alta taxa de desemprego. Analistas destacam a importância de políticas públicas que fortaleçam o poder de compra e a estabilidade financeira dos trabalhadores.

