O cenário econômico de 2026 exige estratégia. Se por um lado os investimentos rendem mais, por outro, os juros do cartão de crédito e do cheque especial tornaram-se proibitivos. O segredo não é apenas “parar de gastar”, mas gastar com inteligência.
1. Faça a “Radiografia” do Seu Endividamento
Você não pode vencer um inimigo que não conhece. Liste todas as suas dívidas em uma tabela, separando o valor principal da taxa de juros mensal.
| Dívida | Valor Total | Taxa de Juros (ao mês) | Prioridade |
| Cartão de Crédito | R$ 2.500 | 14% a 18% | Máxima |
| Cheque Especial | R$ 1.200 | 12% a 15% | Alta |
| Empréstimo Pessoal | R$ 5.000 | 4% a 7% | Média |
| Financiamento Carro | R$ 30.000 | 1,5% a 2,5% | Baixa (Patrimônio) |
2. A Estratégia da “Troca de Dívida”
Com a Selic a 15%, manter uma dívida no rotativo do cartão é um erro matemático grave.
- Ação: Procure uma linha de crédito mais barata, como o Empréstimo Consignado ou o FGTS Futuro, para quitar o cartão de crédito à vista. Você continuará devendo, mas para um credor que cobra 3% ao mês em vez de 15%.
3. Negocie com Foco no “Pente-Fino” de Janeiro
Muitas instituições financeiras iniciam o ano com campanhas de recuperação de crédito.
- Dica: Entre em contato com o banco e proponha um valor para quitação à vista. Com juros altos, os bancos preferem receber o valor principal com um pequeno desconto do que manter um título podre na carteira. Use o 13º que sobrou ou a restituição do IR (se tiver algo a receber) para isso.
4. Corte os “Gastos Fantasmas”
Em 2026, as assinaturas digitais e pequenos gastos por impulso via app são os grandes vilões do orçamento.
- Revise: Quantos serviços de streaming você realmente usa?
- Regra dos 3 Dias: Viu algo que quer comprar? Espere 72 horas. Se após esse tempo você ainda achar essencial, compre. Geralmente, a vontade passa.
5. Monte uma “Reserva de Retomada”
Mesmo devendo, tente separar uma quantia mínima (que seja R$ 50,00) para investir no Tesouro Selic.
Por que fazer isso se tenho dívidas? Para quebrar o ciclo psicológico de “sempre estar no zero”. Ver o seu dinheiro rendendo 15% ao ano cria o hábito de poupador e evita que, no próximo imprevisto, você tenha que recorrer ao banco novamente.
O Mantra Financeiro para 2026
“O juro é um excelente funcionário quando trabalha para você (investimentos), mas é um patrão cruel quando você trabalha para ele (dívidas).”


