Confira os riscos antes da fazer o empréstimo consignado do Auxílio Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou nessa semana a Lei N° 14.431, de 3 de agosto de 2022, que liberou a contratação de empréstimo consignado por famílias do Auxílio Brasil, porém, é necessário planejamento antes de solicitar o empréstimo.

De acordo com a Lei, famílias beneficiárias do programa de transferência de renda poderão autorizar o desconto de até 40% do valor que recebem mensalmente do governo para pagar as parcelas do empréstimo.

O desconto é obrigatório, já que o empréstimo consignado é uma modalidade onde o beneficiário pegará um valor emprestado e os pagamentos das parcelas do empréstimo serão feitos apenas através do desconto diretamente na folha de pagamento, antes mesmo do beneficiário receber, evitando a possibilidade de atrasos.

Entretanto, é necessário que as famílias façam um planejamento de longo prazo para decidir se realmente é necessário solicitar o empréstimo e se os descontos, que poderão acontecer por até dois anos, irão interferir no orçamento do dia a dia.

Empréstimo Consignado Auxílio Brasil

Empréstimo do Auxílio Brasil

A partir de agosto, os beneficiários do Auxílio Brasil passarão a receber R$600 ao mês, até dezembro, quantia que permitirá o desconto de até R$240 por mês (40% de R$600), restando as famílias R$360 para receber.

Porém, o novo valor será pago apenas até dezembro e, a partir de janeiro, o governo deverá voltar a pagar R$400 ao mês para as famílias, valor que, após o desconto de R$240 da parcela do empréstimo, deverá ser reduzido para R$160 mensalmente.

Por isso, especialistas alertam que solicitar o empréstimo para pagar despesas do dia a dia pode ser um negócio ruim, pois, nos meses seguintes, as famílias ainda terão as despesas comuns mas receberão um valor reduzido do governo, provocando endividamento.

Juros

Outro problema que se apresenta são as altas taxas de juros, pois muitas financeiras que já oferecem o pré-cadastro para o empréstimo informam que cobrarão taxas que podem chegar a 80% ao ano, valor muito acima do normal para essa modalidade de empréstimo.

Por isso, cabe apenas ao beneficiário ficar de olho nesses detalhes, já que, de acordo com a lei, as empresas são obrigadas a entregar ao cliente um demonstrativo com as taxas de juros cobradas, valor contratado e valor final pago, sendo responsabilidade do beneficiário levar esses valores em consideração antes de realizar a contratação.

E por fim, mas não menos importante, é preciso lembrar que o texto da lei deixa claro que a dívida não poderá ficar para o governo em nenhuma circunstância, ou seja, caso o beneficiário perca o direito de receber o Auxílio Brasil, será obrigação dele continuar a pagar as parcelas do empréstimo para evitar possíveis complicações.

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