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Com a iminência da regulamentação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) Futuro pelo Conselho Curador do Fundo, o mercado imobiliário se mostra otimista quanto ao futuro. A nova modalidade permite o uso dos depósitos futuros dos empregadores para o pagamento de prestações do financiamento habitacional.

A medida promete aquecer as vendas no segmento popular. No entanto, a preocupação com a possível inadimplência por parte dos segurados em caso de demissão ainda paira no ar. Confira mais detalhes sobre a modalidade nas próximas linhas.

FGTS Futuro: funcionamento da modalidade

Para quem não o conhece, o FGTS Futuro possibilita a utilização de 8% do salário do trabalhador, depositado mensalmente em uma conta vinculada ao seu nome no Fundo, no intuito de complementar a parcela do financiamento habitacional no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. O mecanismo em questão visa facilitar a conquista da tão sonhada casa própria, aumentando a renda considerada para a liberação do crédito.

Posicionamento dos especialistas

Segundo Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), as expectativas são altamente positivas, uma vez que o potencial de expansão do acesso à moradia e a consequente estimulação do mercado imobiliário.

Em linhas gerais, espera-se que a iniciativa possa amortecer as barreiras financeiras que muitas famílias enfrentam em sua busca pela casa própria, corroborando estimativas de viabilização de acesso à casa própria para aproximadamente 60 mil famílias anualmente, num primeiro momento focado na Faixa 1, de renda de até dois salários mínimos.

João Victorino, especialista em Finanças Pessoais, destaca o FGTS Futuro como uma saída estratégica contra o déficit habitacional no Brasil. No entanto, ele salienta a importância da educação financeira para garantir o cumprimento das obrigações de pagamento, especialmente em situações de demissão, onda há o risco de interrupção dos repasses por parte do patrão. Além disso, ainda há debates sobre a possibilidade de suspensão da cobrança das parcelas por seis meses em tais casos, mas ainda não há uma definição final.

Mudanças no segmento imobiliário

Companhias do setor, como a Riviera Construtora, veem na nova modalidade uma oportunidade de alavancagem. Projetos enquadrados na Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, como o Central Park em Duque de Caxias, com unidades a partir de R$ 190 mil, podem ser diretamente agraciados. Os recursos do FGTS já representavam um elemento facilitador para comprar imóveis. Com o saldo do Fundo, a expectativa é que a demanda ganhe um novo fôlego, como aponta Jamille Dias, consultora da empresa.

Apesar da existência dos desafios, principalmente no que diz respeito à garantia de continuidade dos depósitos em caso de demissão, o FGTS Futuro se apresenta como uma iniciativa promissora para o mercado imobiliário. O suporte financeiro extra para o financiamento da casa própria tem o potencial de fazer uma diferença significativa para muitas famílias de todo o Brasil, impulsionando o setor de construção civil e contribuindo para a redução do déficit habitacional no país. Portanto, trata-se de uma grande ajuda para quem almeja ter um lugar para chamar de lar.

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