Alimentos podem ter queda no preço nas próximas semanas; entenda

A medida chegará como um grande alívio para milhares de famílias do país

Ótima notícia para os brasileiros: a redução nos preços dos alimentos começa a ser aplicada em todo território nacional dentro de poucas semanas. Com isso, a expectativa é de queda de 20% no valor de alguns itens fundamentais na mesa dos brasileiros. O anúncio aconteceu após a reunião entre ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Devido a vindoura queda no preço dos alimentos, o bolso dos cidadãos pode ter um grande alívio. Na manhã da última quinta-feira (14), ministros e o Presidente da República se reuniram para debater sobre o tema.

Como é de se imaginar, o alto preço dos alimentos tem prejudicado o orçamento das famílias brasileiras, ligando o alerta para o presidente Lula. Inclusive, os preços exorbitantes são apontados como um dos principais fatores para a queda da popularidade da atual gestão.

Alimentos devem sofrer redução nos preços

Para os ministros presentes na reunião com Lula, o aumento no preço de diversos produtos é resultado das mudanças climáticas. Para se ter uma ideia, o valor dos alimentos aumentou mais que o dobro da inflação. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o preço subiu 2,95%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,25%.

Agora, alguns itens têm ficado mais baratos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a saca do arroz foi de R$ 120 para R$ 100, segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O número em questão representa uma redução de 20% no valor da saca.

A expectativa é de que os comerciantes iniciem já em abril a redução dos preços nas prateleiras. Para os demais alimentos, como trigo, milho, mandioca e feijão, o governo deve apostar no Plano Safra. Para 2024 e 2025, uma das estratégias deve ser a fomentação do plantio próximo a áreas consumidoras.

Entre os itens que mais subiram de preço em fevereiro, o destaque vai para:

  • 1. Cebola (7,37%);
  • 2. Batata-inglesa (6,79%);
  • 3. Frutas (3,74%);
  • 4. Arroz (3,69%);
  • 5. Leite longa vida (3,49%).

No acumulado do ano, a batata-inglesa já subiu 38,24% e a cenoura 56,99%. Todavia, com o anúncio de uma queda no preço de outros alimentos essenciais para uma alimentação equilibrada e saudável, os brasileiros podem respirar um pouco mais aliviados.

Nova cesta básica

Nos primeiros dias de março, o presidente Lula participou de um evento que trouxe mudanças nutricionais para os brasileiros. Foi nesta ocasião que foram definidos os novos alimentos que vão compor a cesta básica nacional, além de alterar os guias para alimentação da população em geral, e das crianças com menores de dois anos.

Sendo assim, a partir de agora, os grupos alimentares que vão compor a cesta básica são:

Leguminosas

  • Feijão de todas as cores;
  • Ervilha;
  • Lentilha;
  • Grão-de-bico;
  • Fava;
  • Guandu;
  • Orelha-de-padre.

Cereais

  • Arroz branco, integral ou parboilizado, a granel ou embalado;
  • Milho em grão ou na espiga, grãos de trigo, aveia;
  • Farinhas de milho, de trigo e de outros cereais;
  • Macarrão ou massas frescas ou secas feitas com essas farinhas/sêmola, água e/ou ovos e/ou outros alimentos in natura ou minimamente processados;
  • Pães feitos de farinha de trigo e/ou outras farinhas feitas de alimentos in natura e minimamente processados, leveduras, água, sal e/ou outros alimentos in natura e minimamente processados.

Raízes e tubérculos

  • Ariá;
  • Batata-inglesa;
  • Batata-doce;
  • Batata-baroa/mandioquinha;
  • Batata-crem;
  • Cará;
  • Cará-amazônico;
  • Cará-de-espinho;
  • Inhame;
  • Mandioca/macaxeira/aipim;
  • Outras raízes e tubérculos in natura ou embalados, fracionados, refrigerados ou congelados;
  • Farinhas minimamente processadas de mandioca, dentre outras farinhas e preparações derivadas da mandioca.
  • Legumes e Verduras
  • Legumes e verduras in natura ou embalado, fracionados, refrigerados ou congelados.

Frutas

  • Frutas in natura ou frutas frescas ou secas embaladas, fracionadas, refrigeradas ou congeladas;
  • Polpas de frutas.

Castanhas e nozes (oleaginosas)

  • Amendoim;
  • Castanha-de-caju;
  • Castanha de baru;
  • Castanha-do-brasil (castanha-do-pará);
  • Castanha-de-cutia;
  • Castanha-de-galinha;
  • Chichá;
  • Licuri;
  • Macaúba;
  • Outras oleaginosas sem sal ou açúcar.

Carnes e ovos

  • Carnes de bovina, suína, ovina, caprina e de aves, pescados e outras carnes in natura; ou minimamente processados de hábitos locais, frescos, resfriados ou congelados
  • Ovos de aves;
  • Sardinha e atum enlatado.

Leites e queijos

  • Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado;
  • Leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado;
  • Iogurte natural sem adição de açúcar, edulcorante e/ou aditivos que modificam as características sensoriais do produto;
  • Queijos feitos de leite e sal.

Açúcares, sal, óleos e gordura

  • Óleos de soja, de girassol, de milho, de dendê, dentre óleos vegetais;
  • Azeite de oliva;
  • Manteiga;
  • Banha de porco;
  • Açúcar de mesa branco, demerara ou mascavo, mel;
  • Sal de cozinha.

Café, chá, mate e especiarias

  • Café;
  • Chá;
  • Erva-mate;
  • Pimenta;
  • Pimenta-do-reino;
  • Canela, cominho;
  • Cravo-da-índia;
  • Coentro;
  • Noz-moscada;
  • Gengibre;
  • Açafrão;
  • Cúrcuma.
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