Urgente! 10 marcas de azeite de oliva foram recolhidos às pressas

Ao todo, foram mais de 100 mil litros do produto apreendidos

Na última sexta-feira (15), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento de 10 marcas de azeites de oliva extravirgem das prateleiras. A medida preventiva faz parte dos desdobramentos da Operação Getsêmani, que descobriu um esquema ilícito de importação, adulteração e distribuição de produtos fraudados. Abaixo, confira as marcas:

  • 1. Terra de Óbidos;
  • 2. Serra Morena;
  • 3. De Alcântara;
  • 4. Vincenzo;
  • 5. Az Azeite;
  • 6. Escarpas das Oliveiras;
  • 7. Don Alejandro;
  • 8. Mezzano;
  • 9. Uberaba;
  • 10. Alzamara.
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A orientação da MAPA é que os consumidores que tenham adquirido esses produtos devem deixar de consumi-los imediatamente e solicitar a substituição nos moldes do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ação apreende mais de 100 mil litros de azeite impróprio para consumo

Vale destacar que a Operação Getsêmani ocorreu nos dias 6, 7 e 8 de março nas cidades de Saquarema (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE) e Natal (RN), tendo participação das Polícias Civis dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Ao todo, foram apreendidos 104.363 litros de azeite de oliva fraudados.

Além da composição desconhecida, foram identificadas produção e comercialização em condições higiênico-sanitárias inadequadas em estabelecimento clandestino, ocasionando risco à saúde pública e concorrência desleal“, disse o MAPA em nota oficial.

Atente-se aos detalhes

De acordo com a pasta, o azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do planeta. Por conta disso, o ministério separou alguns cuidados que os consumidores devem levar em conta na hora de adquirir o produto. Veja:

  • 1. Desconfie de preços abaixo da média do mercado;
  • 2. Confira sempre a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do MAPA — clique aqui para verificar;
  • 3. Não compre azeite a granel;
  • 4. É importante estar atento à data de validade e aos ingredientes contidos;
  • 5. Opte por produtos com a data de envase mais recente.

Além disso, o Instituto de Defesa dos Consumidores (Idec) orienta observar se o produto está turvo e se na embalagem há informação sobre mistura de óleos (adição de outro óleo vegetal). Outra dica é desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado.

Isso porque o preço do azeite manteve-se em alta nos últimos anos e deve continuar sob pressão este ano por conta da diminuição histórica da produção global, sobretudo nos países europeus — responsáveis por dois terços da produção mundial de azeites.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é o terceiro maior importador de azeite de oliva no mundo. O país, também, produz azeite com “qualidade reconhecida por prêmios internacionais conquistados nos últimos anos”, mas a produção local ainda é bem inicial. “Iniciada na última década, chegou a 503 toneladas em 2022, o que representa apenas 0,24% do consumo nacional”.

Como posso substituir o azeite?

Apesar do azeite de oliva extravirgem ser um símbolo de dieta saudável, o seu preço, como destacado anteriormente, pode desencorajar os consumidores a utilizá-lo com frequência. Diante deste cenário, a seguir, confira algumas opções quem pode substituir o produto:

  • 1. Óleo de canola;
  • 2. Óleo de soja;
  • 3. Óleo de milho;
  • 4. Óleo de girassol.
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