Faustão revela atraso na recuperação de transplante do rim

O apresentador segue internado no Hospital Albert Einstein

O apresentador Fausto Silva, de 73 anos, teve de passar por procedimento um chamado embolização na última semana após atraso na recuperação de transplante de rins realizado no dia 26 de fevereiro deste ano. O ato cirúrgico é feito para interromper a passagem sanguínea de forma proposital em certas partes do corpo.

De acordo com a família de Faustão, como é popularmente conhecido, ele segue internado no Hospital Albert Einstein desde o dia 25 de fevereiro e sem previsão de alta. Ainda segundo os familiares, a cirurgia foi realizada para resolver “questões linfáticas que estavam atrasando a recuperação”. Além disso, o informe destaca que apesar do implante renal ter sido um sucesso, o apresentador ainda aguarda o órgão começar a funcionar.

Em agosto do ano passado, Faustão passou por um transplante de coração no mesmo hospital após uma insuficiência cardíaca, segundo comunicado emitido na época. A necessidade do transplante veio à tona após Faustão apresentar graves problemas de saúde, que inicialmente o levaram ao hospital em 17 de agosto, após sentir um mal-estar.

A gravidade de seu estado motivou a inclusão de seu nome na lista única de espera por um transplante cardíaco, coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes. Esse sistema garante a equidade no acesso a transplantes, independentemente de serem pacientes de redes públicas ou privadas de saúde.

Afinal, por que um rim transplantado demora para funcionar?

Ouvido pela CNN, o nefrologista do Hospital Sírio-Libanês, Elias David Neto, explicou que um rim transplantado advindo de um doador falecido — como é o caso do transplante que Faustão foi submetido — leva, na maioria dos casos, uma média de sete a 10 dias para começar a funcionar.

Quando há um transplante de coração prévio, existem outros fatores que podem fazer o rim demorar mais para funcionar e cada caso precisa ser avaliado. No Brasil, 50% a 60% dos rins levam esse tempo médio para voltar a funcionar normalmente“, disse o especialista (via CNN).

De modo geral, antes de um órgão ser doado, ele é conservado em uma caixa térmica para manter a temperatura adequada, com adição de conservantes, até ser transplantado para o doador.

Segundo Luiza Ferrari, nefrologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, esse período “fora do corpo” é chamado de “isquemia fria” e colabora para a demora do funcionamento do órgão transplantado, especialmente quando o doador é falecido.

A demora para o funcionamento decorre do tempo de isquemia fria. O órgão doado sofre alteração de perfusão, temperatura, pressão e o atraso é mais comum no doador falecido pois, geralmente, esse doador estava em outro hospital e leva um tempo até o órgão ser transportado para o hospital do receptor“, explicou Luiza (via CNN).

Portanto, enquanto o novo rim não começa a funcionar plenamente, o paciente transplantado deve seguir em internação e realizando diálise até que o órgão doado funcione adequadamente. Ainda, são constantemente realizados exames laborais e a medição diária do peso corporal e da quantidade de urina eliminada (diurese), segundo a especialista.

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