Adeus definitivo? Subway pede recuperação judicial no Brasil

Recentemente, a operadora da marca no país recorreu à Justiça para liquidar suas dívidas

A SouthRock, responsável por operar a marca Starbucks em terras brasileiras, entrou com um pedido de recuperação judicial para a operação da Subway Brasil. Desde que pediu proteção contra credores para resolver a questão envolvendo o Starbucks, em dezembro do ano passado, a operadora com sede em São Paulo resistia a incluir também a rede de fast-food no regime, pois buscava uma solução própria para o impasse.

No entanto, agora, a franqueadora alega ter sido forçada a buscar a recuperação judicial para a rede porque teve seu contrato para explorar a marca no país rescindido pela matriz estadunidense. Vale lembrar que a dívida da operação é de R$ 482,7 milhões.

Detalhes do caso

No pedido apresentado pela SouthRock à Justiça de São Paulo na última segunda-feira (11), a companhia aponta que “um pequeno grupo de credores entendeu por bem interromper as produtivas e amigáveis negociações e conversas que até então vinha sendo mantidas e, inesperadamente, passou a perseguir, de maneira forçada e unilateral, a imediata satisfação de seus créditos”.

De acordo com suas alegações, isso teria sido a gota d’água para o grupo norte-americano romper o chamado “forbearance agreement”, que permitia a SouthRock continuar sendo a franqueadora principal da marca Subway no Brasil por determinado período de transição.

Tal repentina mudança de postura fez com que a proprietária da marca norte-americana Subway notificasse as requerentes a respeito da rescisão do denominado ‘Forbearance Agreement’, fazendo cessar, a partir daí, importante fonte de receitas das requerentes e tornando necessária, ainda que indiretamente, a propositura do presente requerimento para viabilização de uma reestruturação organizada e uniforme“, diz um trecho do documento (via jornal O Globo).

Para o advogado especializado em direito empresarial Gabriel de Britto Silva, devido a desconfiança dos credores e da matriz, a reorganização econômico-financeira se torna cada vez mais difícil. Em outras palavras, uma possível volta por cima da marca em solo brasileiro se torna cada vez mais difícil.

Subway Brasil deve dinheiro à União

Dentre os R$ 482,7 milhões em dívidas, a rede de lanchonetes possui R$ 91,1 milhões inscritos na Dívida Ativa da União. O valor é cobrado judicialmente pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O montante em questão engloba R$ 26,8 milhões de dívidas previdenciárias e outros R$ 64,2 milhões identificados apenas como “demais débitos” tributários.

Vale ressaltar que, ao pedir a recuperação judicial, a operadora informou que possui um total de R$ 482,7 milhões em dívidas com diversos credores. A gestão da marca no Brasil pertence à SouthRock, que também opera a rede cafeteria estadunidense Starbucks. O grupo entrou com o pedido em dezembro do ano passado, mas não iria incluir o Subway no processo de renegociação das pendências.

Detalhes sobre a marca de fast-food

O Subway tem aproximadamente 40 mil lojas ao redor do globo. Só no Brasil, são cerca de 1.600 unidades. A nível mundial, o faturamento da companhia ultrapassou os US$ 10 bilhões. A rede foi fundada pelo norte-americano Fred DeLuca e seu primeiro nome foi Pete’s Super Submarines. A família do fundador chefiou o negócio até agosto de 2023, quando optaram por vender a marca.

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