Completam um mês as buscas pelos foragidos de Mossoró

No próximo dia 14 de março completam-se 30 dias desde a fuga de Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, da penitenciária federal de Mossoró (RN). Este acontecimento na madrugada de 14 de fevereiro é calculado como uma “mancha” no histórico do presídio de segurança máxima localizado em Mossoró, a terceira maior cidade do estado do Rio Grande do Norte.

Ambos são suspeitos notórios com conexões no crime organizado, especificamente com a facção Comando Vermelho, no Acre. Esta fuga arrastou mais de 600 agentes de segurança pública para uma incessante caçada.

Cronologia da busca

A saga de um mês teve seu início em 16 de fevereiro, quando os detentos fizeram uma família refém. Logo após, a polícia encontrou objetos pessoais abandonados pela dupla. Durante os próximos dias, três cúmplices foram presos por facilitar a fuga.

No fim de fevereiro, os fugitivos foram vistos em um vilarejo local, provavelmente abrigados por um homem que recebeu R$ 5 mil para manter os fugitivos no local seguros por uma semana. Dois dias depois, a polícia preparou uma armadilha para capturar Mendonça e Nascimento, mas sem sucesso.

No início de março, as forças de segurança cercaram uma propriedade rural após os fugitivos terem agredido um agricultor e roubado moradores.

Cumprindo as medidas de segurança recorrentes do caso, o Ministério da Justiça enviou forças de elite da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Atualmente, a Polícia Federal oferece uma recompensa de R$ 30 mil para quem fornecer informações que levem à captura dos fugitivos.

Se Deibson e Rogério forem capturados, eles serão responsabilizados pelo crime de fuga, uma falta disciplinar que, sendo um caso inédito em um presídio de segurança máxima, ainda não possui um protocolo de punição. Normalmente, em casos de presos em regime semiaberto, o fugitivo retorna a um presídio de regime fechado.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.