Valor máximo da parcela do Minha Casa Minha Vida é revelado

O objetivo da medida é evitar o endividamento dos beneficiários

O Minha Casa, Minha Vida foi reformulado pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que fez o mercado imobiliário brasileiro ficar aquecido e com ótimas perspectivas para o futuro. O programa habitacional tem como público alvo as famílias com renda de até R$ 8 mil, mas também visa contemplar os brasileiros que ganham até dois salários mínimos.

Para ajudar o cidadão a realizar o sonho de conseguir a casa própria, o Governo Federal oferece uma série de facilidades, como subsídios de até R$ 55 mil. No entanto, o contratante ainda precisa arcar com uma fração da parcela, e esse valor deve ser compatível com a renda para não comprometer o orçamento mensal.

Apesar dos descontos concedidos, a parcela de um imóvel costuma ser alta. A maneira encontrada para evitar que os beneficiários gastem mais do que podem foi criar limites tanto para o valor do imóvel quanto para a renda comprometida com o financiamento.

Qual é o teto da prestação?

Os tetos para comprometimento da renda beneficiários do Minha Casa, Minha Vida atualmente são os seguintes:

  • 1. Famílias com renda de até R$ 1.200: podem comprometer até 10%;
  • 2. Famílias com renda entre R$ 1.200 até R$ 1.600: podem comprometer até 15%;
  • 3. Famílias com renda entre R$ 1.600 até R$ 1.800: podem comprometer até 20%;
  • 4. Família das Faixas 1, 2 e 3 do programa: podem comprometer até 30%.

No caso da Faixa 1 do programa, ela atende lares com renda familiar bruta de até R$ 2.640 mensais em áreas urbanas, ou até R$ 31.680 por ano em áreas rurais. Já a Faixa 2 é destinada aos que ganham entre R$ 2.640,01 e R$ 4.400 mensais (áreas urbanas), ou de R$ 31.608,01 até R$ 52.800,00 por ano (áreas rurais).Por sua vez, a Faixa 3 é destinada a quem recebe entre R$ 4.400,01 e R$ 8.000 por mês, para áreas urbanas, ou de R$ 52.800,01 a R$ 96.000,00, para áreas rurais.

Minha Casa, Minha Vida: limites do financiamento

Ainda, existe um valor limite do imóvel que será financiado por meio do programa. Confira:

  • Faixa 1 (Linha de Atendimento Subsidiada): até R$ 170 mil;
  • Faixa 1 e 2: até R$ 264 mil;
  • Faixa 3: até R$ 350 mil.

No caso das unidades habitacionais rurais, o limite é de R$ 75 mil para novas moradias e de R$ 40 mil para melhorias na casa.

Como fazer o cálculo?

As parcelas do financiamento do Minha Casa, Minha Vida são calculadas a partir da renda do comprador e do valor do imóvel. Para quem ganha até R$ 1.200, por exemplo, pode comprometer 10% de sua renda mensal, enquanto quem ganha entre R$ 1.600 até R$ 1.800 pode comprometer até 20% da renda. Para as Faixas 1, 2 e 3 do programa, é possível comprometer até 30% do orçamento mensal.

A contratação do financiamento acontece via Caixa Econômica Federal, na construtora ou pela prefeitura municipal, quando os imóveis estão em conjunto habitacional popular. Os juros variam conforme o intervalo de renda do comprador. Para a Faixa 1, por exemplo, a taxa de juros varia entre 4% a 4,75% ao ano.

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