Fim de uma era? Motorola lança cartão de crédito ‘sem juros’

O serviço chega como uma ótima novidade para os usuários da marca

Na última quinta-feira (29), a Motorola, uma das principais fabricantes de smartphones do mundo, surpreendeu o mercado ao lançar um cartão de crédito. O serviço em questão é voltado exclusivamente para donos de celulares de sua marca. A ideia da segunda maior vendedora do segmento no Brasil é ampliar sua oferta de serviços financeiros, iniciada no fim de 2022 com a conta digital Dimo.

Cabe destacar que em pouco mais de um ano, já são mais de 1,5 milhão de pessoas registradas na Dimo, o que rendeu R$ 600 milhões à marca. Com o novo cartão de crédito, a Motorola espera chegar em um ano a 4,5 milhões de clientes no serviço e receber quase R$ 2 bilhões.

Detalhes sobre a novidade da Motorola

Entre os atrativos do serviço lançado na quinta-feira, a companhia oferece juros zero, emissão de cartão sem análise de crédito e estabelecimento de limite variável. Por outro lado, o correntista precisa realizar um investimento no CDB emitido pelo banco parceiro da fabricante de celulares.

Se compararmos com outros serviços da Motorola, o cartão de crédito começa a ser oferecido primeiro em terras brasileiras antes de levar o serviço para outros mercados. Sendo o colocado no segmento de celular, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos, o Brasil é onde a marca se consolidou na vice-liderança nos últimos 10 anos — pulou de 10% das vendas para 34,2% no ano passado.

Curiosamente, os rivais da Motorola possuem serviços parecidos. Tanto a Samsung quanto a Apple oferecem carteiras digitais. Por meio delas, é possível associar cartões de outras companhias. No caso da gigante sul-coreana, o usuário pode emitir um cartão de crédito. Já a companhia fundada por Steve Jobs possui um serviço similar, mas apenas nos Estados Unidos.

O aplicativo já nasce com o telefone e tem uma proposta diferente de Samsung e Apple. Não é ‘wallet’ [carteira digital]. A gente não quer que as pessoas tragam outro cartão e só coloquem no aplicativo para usar. A gente quer oferecer uma solução completa“, disse Renato Arradi, diretor de serviços digitais da Motorola (via UOL).

Apesar de operar com uma conta corrente e emitir cartões de crédito, a Motorola não é uma instituição financeira. O Dimo só é possível porque a marca de celular funciona como correspondente bancário do banco Arbi. A startup Jazz Tech é a encarregada pela camada de tecnologia que une as duas companhias.

A liberação do cartão de crédito da fabricante segue a lógica da facilidade dos serviços digitais. Ou seja, basta habilitar a função crédito diretamente pelo aplicativo. A conta fica atrelada ao CPF e não ao celular. Caso o correntista queira mudar de aparelho, é possível continuar desfrutando do Dimo, contanto que seja um dispositivo com sistema operacional Android. Inclusive, uma plataforma alternativa foi disponibilizada na Google Play Store.

A Motorola não realiza análise de crédito e, ainda, permite que o interessado escolha o próprio limite. No entanto, há uma peculiaridade: para aderir ao serviço, o correntista precisa fazer um investimento no CDB de no mínimo R$ 50 e no máximo de R$ 20 mil. O valor escolhido dentro dessa faixa vira o limite do cartão. O título rende a uma taxa de 106% do CDI e tem liquidez diária.

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