Daniel Alves é condenado por estupro por tribunal de Barcelona

O jogador de futebol Daniel Alves foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão pela Audiência de Barcelona por um crime de agressão sexual. Em uma sentença considerada leniente, o tempo de prisão determinado pela juíza é significativamente menor do que os 9 a 12 anos que eram pedidos pela vítima e pela Promotoria espanhola.

A condenação de Daniel Alves se baseia no artigo 178 do Código Penal da Espanha, que prevê pena de um a cinco anos de prisão para quem ataca a liberdade sexual de outra pessoa, recorrendo à violência ou à intimidação. A defesa de Daniel Alves, contudo, já informou que recorrerá da decisão.

Condenado por “agressão sexual”, o jogador foi notificado da sentença duas semanas após o término do julgamento. A defesa do atleta informou que irá recorrer da decisão e pode apresentar documentos ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) e ao Supremo Tribunal da Espanha dentro do prazo de 10 dias.

Pagamento de multa e auxílio de Neymar

O tribunal reconheceu uma circunstância atenuante de reparação do dano, pois a defesa depositou na conta do tribunal a quantia de 150 mil euros (R$ 801,2 mil) para ser entregue à vítima, independentemente do resultado do julgamento. Esta quantia foi doada pela família do jogador Neymar Júnior, que, segundo o jornal O Globo, ajuda Alves financeira e juridicamente desde janeiro deste ano.

Repercussões da decisão

A decisão do Tribunal de Barcelona tem um duplo impacto na vida de Daniel Alves. Além da pena de prisão, a juíza Isabel Delgado ordenou que ele, após cumprir o tempo de encarceramento, esteja sob liberdade supervisionada por cinco anos e mantenha uma distância da vítima por nove anos.

Inés Guardiola, advogada de defesa de Daniel Alves, informou que irá recorrer da sentença. Ela avançou que a defesa irá “rever a sentença”, mas que “ainda segue acreditando e defendendo a inocência do senhor Alves”. Enquanto isso, Daniel Alves ficará preso.

O julgamento contou com a participação de 28 testemunhas, indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação. O jogador apresentou quatro versões sobre o ocorrido na boate Sutton, alegando em última instância que estava completamente embriagado durante o incidente.

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