Após polêmicas, Google pausa geração de imagens de IA

O Google tem enfrentado desafios com sua ferramenta de Inteligência Artificial (IA), a Gemini. A tecnologia, criada para gerar imagens, desenvolver programas e realizar tarefas com base em comandos dos usuários, tem apresentado alguns erros em suas ilustrações e foi pausada. Diversas pessoas, que tiveram a oportunidade de testar a IA, notaram que as imagens geradas estavam equivocadas e postaram esses resultados nas redes sociais.

O Google, em um post no X (ex-Twitter), reconheceu que a IA Gemini “apresenta imprecisões em algumas representações históricas” e declarou que já está trabalhando para resolver o problema. Em um dos erros identificados, um usuário solicitou para que o Gemini gerasse imagens de soldados alemães em 1943, na era nazista. Ao invés disso, a tecnologia retornou com fotos de militares negros.

O Gemini 

O Gemini foi projetado desde o início para ser uma ferramenta “multimodal”. Ou seja, consegue trabalhar com diferentes tipos de informações, sejam elas textos, áudios, códigos, imagens ou vídeos. No entanto, como qualquer IA, sofreu problemas de alucinação, que incluem respostas com dados incorretos, tendenciosos ou sem sentido. Contudo, o Google reforça que o Gemini é capaz de fazer algumas das melhores avaliações de segurança de uma IA já criada por sua equipe.

Desde o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, o Google tem buscado desenvolver um software de IA que possa competir com a solução da OpenAI, apoiada pela Microsoft. Mesmo com os erros recentes, a empresa reforça que está trabalhando para melhorar suas representações históricas na geração de imagens. O foco é que essa tecnologia seja cada vez mais confiável e segura, evitando a criação de conteúdos violentos ou estereotipados, por exemplo.

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