Bolsonaro e mais 9 são intimados a depor sobre tentativa de golpe

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros nove indivíduos investigados foram intimados a prestar depoimento na próxima quinta-feira (22) a respeito de investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado que teria ocorrido em 2022. A defesa de Bolsonaro já solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento do depoimento.

Os advogados de defesa alegam que o ex-presidente opta por não prestar depoimento até que seja garantido o acesso à integralidade das mídias dos aparelhos celulares apreendidos. Eles afirmam que a operação da Polícia Federal, conhecida como Tempus Veritatis, foi baseada em conversas supostamente presentes nos celulares apreendidos, aos quais a defesa não teve acesso.

Golpe de Estado

A investigação em andamento analisa um suposto golpe de Estado planejado para impedir a posse do presidente Lula. Os crimes em questão incluem organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resultou na apreensão do passaporte de Bolsonaro, medida que a defesa está tentando reverter.

Solicitação de retirada do ministro Moraes

A defesa apresentou uma solicitação para que o ministro Moraes seja retirado da relatoria da investigação. Como justificativa, alega-se que o magistrado teria um interesse pessoal no caso, considerando que ele estava entre os alvos potenciais das ações planejadas pelo golpe. A Polícia Federal relatou um episódio em que teria sido planejada a prisão do ministro.

Revelações e desdobramentos

Moraes autorizou a quebra do sigilo de uma reunião ministerial liderada por Bolsonaro em julho de 2022. A Polícia Federal afirma que a reunião evidenciaria uma dinâmica golpista dentro do alto escalão do governo, validando e amplificando a desinformação e narrativas fraudulentas sobre as eleições e instituições.

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