1º caso de morte por dengue é confirmada no Rio de Janeiro

O falecido era morador do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, e estava internado e uma unidade de saúde da região

Na manhã da última quarta-feira (6), o secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, confirmou o primeiro caso de morte por dengue no estado em 2024. Como é de se imaginar, o episódio ligou o alerta das autoridades sanitárias cariocas.

De acordo com a Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS), o paciente era um morador do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, e tinha 45 anos. Ele estava internado em uma unidade de saúde da região com caso grave de desidratação.

Seis outros casos estão sendo investigados, sendo que dois deles já foram descartados e outros quatro ainda estão em observação. Segundo dados da Secretaria estadual de Saúde, em 2024, foram registrados 25.136 casos prováveis de dengue, com duas mortes confirmadas: uma em Mangaratiba e outra em Itatiaia. Outros 21 estão sob investigação.

Para evitar o agravamento do cenário, o governo do estado tem distribuído um guia para orientar a população carioca nas inspeções por criadouros do Aedes aegypti. Trata-se de uma folhinha com os pontos de casa que merecem atenção — você pode imprimi-la clicando neste link.

Rio de Janeiro decreta estado de emergência

Na segunda-feira (5), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), decretou estado de emergência em saúde pública por conta dos casos de dengue. Como informado pela prefeitura, 10 polos de atendimento (veja abaixo), que começaram a ser inaugurados nesta semana, farão o atendimento à população. Ainda, 150 centros de tratamento e hidratação serão disponibilizados.

Polos de atendimento

  • 1. Santa Cruz;
  • 2. Campo Grande;
  • 3. Bangu;
  • 4. Madureira;
  • 5. Curicica;
  • 6. Complexo do Alemão;
  • 7. Del Castilho;
  • 8. Tijuca;
  • 9. Centro;
  • 10. Gávea.

Cooperação da população é crucial

No início desta semana, durante a inauguração do polo em Curicica, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, pediu a colaboração da população para evitar que a doença se prolifere pela cidade. “Estamos trabalhando em um esforço nacional, em locais de emergência como o Rio, para prevenir a dengue. Mas, é fundamental a cooperação da população, porque 70% dos focos [de dengue] estão dentro das casas“, destacou.

Além disso, Nísia informou que o Ministério da Saúde vai apresentar o cronograma para a vacinação da doença em todo o Brasil. O calendário de imunização contra a dengue, ainda sem data de início, deve priorizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, uma vez que a faixa etária concentra o maior número de hospitalizações pela doença. Por outro lado, os municípios prioritários que vão receber as doses da vacina já foram definidos.

Plano de contingência

Na semana passada, Soranz afirmou que o Rio já vivia uma epidemia de dengue, com mais de 11 mil casos da doença confirmados — um recorde de internação. Inclusive, o estado carioca apresentou um plano de contingência para assistência da população e combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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