Desaparecimento da 1ª mulher a pilotar uma avião tem reviravolta chocante

A nave da lendária aviadora não é vista há 86 anos

Um grupo de exploradores está muito próximo de desvendar um dos maiores mistérios da história da aviação: o desaparecimento de Amelia Earhart. Recentemente, a Deep Sea Vision (DSV) revelou que encontrou o que podem ser os destroços de sua aeronave.

Amelia desapareceu durante uma tentativa de dar a volta ao mundo, em 1937, no que seria uma das maiores façanhas da pioneira da aviação norte-americana e do feminismo. Em terras brasileiras, enquanto as mulheres ainda estavam conquistando o direito de dirigir, a aviadora conquistava os ares.

O que eles descobriram?

No último domingo (4), o Fantástico, programa da rede Globo, conversou com Tony Romeu, líder da expedição milionária que anunciou ter encontrado os destroços do avião e um fanático pelo mistério da história de Amelia. A expedição encabeçada por Tony obteve uma imagem inédita de sonar que tem uma silhueta de formato muito similar com o da nave da aviadora.

De acordo com Tony, a imagem foi feita com um sonar de um drone aquático durante uma expedição de 100 dias na região central do Oceano Pacífico, onde se acredita que o avião de Amelia tenha caído. Ao observar as imagens pela primeira vez, ele e sua equipe comemoraram.

Foi incrível, foi surreal, sério mesmo. As pessoas da equipe começaram a gritar, foi um daqueles momentos que você não esquece jamais e eu me lembro de pensar ‘ele [o avião] existe! Ninguém viu esse avião por 86 anos!“, disse Tony, ao Fantástico.

No entanto, cabe mencionar que o registro do sonar não se trata de uma fotografia, uma vez que o aparelho captura ondas sonoras, que são traduzidas em imagens de baixa resolução. O dispositivo até possui uma câmera, mas ela tinha acabado de quebrar. Por conta disso, Tony disse que ainda é cedo para ter certeza, mas frisou que os indícios são fortes.

As duas asas nessa altura, pequenos estabilizadores verticais nas costas. Vejo isso muito claramente nas imagens, um objeto de tamanho muito semelhante ao avião dela“, explicou Tony.

Para confirmar se a aeronave é de fato de Amelia, Tony e sua equipe almejam voltar ao local com uma nova câmera para fazer imagens mais nítidas e detalhadas e, se possível, retirar o objeto do fundo do oceano. No entanto, a nova expedição só deve acontecer em 2025. “A gente precisa descer lá novamente, tirar fotos das asas, tentar encontrar nelas a numeração R16020, que tem dois lados, isso vai ser fundamental“, pontuou Tony.

Volta ao mundo

A aviadora iniciou sua empreitada em Oakland, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Inclusive, Amelia chegou a passar pelo Brasil, fazendo diversas paradas em Natal e Fortaleza. Tudo ia bem até que semanas depois a pioneira pousou em Lae, na Papua-Nova Guiné.

De lá, foi em direção à Ilha Howland, que fica no meio do caminho entre a Austrália e o Havaí. Ao que tudo indica, a aviadora faria uma parada para reabastecer na ilha, no dia 2 de julho de 1937, mas isso nunca aconteceu. Em seu último contato com a torre de controle, Amelia disse que o combustível estava acabando.

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