4 frutas que vão sair do mapa por estarem em extinção

As mudanças climáticas impactam, no caso das frutas, em sua extinção. Outros fatores também contribuem para a perda no ramo da fruticultura

O desaparecimento de variedades de frutas não apenas implica em uma diminuição da biodiversidade, mas também acarreta impactos consideráveis nas esferas cultural, econômica e na saúde humana. Esses alimentos desempenham uma função crucial como fornecedores de alimento, abrigo e nutrientes para diversas plantas e animais.

Adicionalmente, possuem relevância tanto cultural quanto econômica em várias localidades do Brasil e de outras partes do mundo. Ao longo do tempo, várias cepas de frutas foram perdidas devido a diferentes formas de descuido, evidenciando a urgência em preservar aquelas que persistem para prevenir novos perigos de extinção.

Frutas extintas

Neste momento, a atenção voltada para a possibilidade de extinção da banana evidencia a fragilidade de determinadas variedades diante dos desafios ambientais. Registra-se que algumas frutas já foram completamente erradicadas, como o Mango Kalimantan, proveniente da ilha de Bornéu, extinto em 1998 devido ao desmatamento. Outro exemplo é a Goiaba Jamaicana, que desapareceu aproximadamente em 1976 e recebeu oficialmente a declaração de extinção em 2013.

A Banana de Madagascar enfrenta um perigo crítico devido à desflorestação e às mudanças climáticas, embora ainda não tenha alcançado o estado de extinção. Em contraste, a Tamareira da Judeia, uma espécie originária da região da Judeia, não conseguiu sobreviver às transformações climáticas e foi extinta por volta do ano 500 d.C.

Entretanto, no ano de 2005, pesquisadores obtiveram sucesso na germinação de uma semente com dois mil anos de idade da tamareira, ilustrando a intrincada dinâmica das relações entre as espécies e o ambiente, e evidenciando a viabilidade de recuperação em circunstâncias específicas.

Medidas de prevenção

  • Combate ao Desmatamento: Implementar estratégias eficazes para reduzir o desmatamento, preservando os habitats naturais das frutas e garantindo a continuidade de seu crescimento.
  • Controle de Doenças e Pragas: Estabelecer práticas robustas para monitorar, prevenir e controlar doenças e pragas que possam ameaçar a saúde das frutas, assegurando a proteção das plantações.
  • Fortalecimento da Sustentabilidade na Colheita: Promover técnicas de colheita sustentáveis que minimizem impactos ambientais, assegurando a produção contínua e responsável das frutas.
  • Adaptação às Mudanças Climáticas: Desenvolver estratégias de adaptação para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, incluindo variações nas temperaturas e padrões de precipitação, para garantir a viabilidade do cultivo.

Fruticultura brasileira

Para além das repercussões ambientais, é crucial reconhecer a relevância econômica do segmento de frutas no Brasil. No ano de 2023, o país testemunhou um notável incremento nas exportações, com manga, melão e abacate figurando como os itens mais exportados.  

O êxito alcançado é resultado do esforço ininterrupto dos fruticultores, conforme ressaltado por Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas. Ele enfatizou que esses especialistas dedicam suas vidas ao cultivo de frutas de elevada qualidade, mantendo um compromisso constante com o respeito ao meio ambiente e a busca incessante pela excelência.

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