Nasa confirma asteroide ‘potencialmente perigoso’ próximo à Terra

Com o tamanho sendo comparado ao Estádio do Maracanã, o asteroide passará pela Terra nesta sexta mas não tem risco iminente de colidir com o planeta

Um asteroide designado como “potencialmente perigoso” pela NASA está próximo de realizar uma aproximação relativamente próxima à Terra na sexta-feira (2). Denominado 2008 OS7, esse corpo celeste tem cerca de 271 metros de diâmetro, situando-se entre os grandes asteroides que circulam em nossa vizinhança no sistema solar.

Para dar uma perspectiva, as dimensões desse asteroide são praticamente comparáveis ao diâmetro do antigo Estádio do Maracanã, que era aproximadamente de 300 metros. Mesmo sendo categorizado como “potencialmente perigoso”, a NASA assegura que não há razão para alarme, já que não há risco iminente de colisão com a Terra.

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Estádio do Maracanã. (Foto: reprodução/Viator)

‘Potencialmente perigoso’

Essa designação é concedida a asteroides que se aproximam a uma distância mínima de 7,5 milhões de quilômetros da órbita terrestre e apresentam um diâmetro superior a 140 metros. O 2008 OS7, com praticamente o dobro desse tamanho, se enquadra nessa classificação.

No momento, a NASA realiza a vigilância de aproximadamente 2.350 asteroides identificados como “potencialmente perigosos”. O próximo corpo celeste que está sob observação é o asteroide 99942 Apophis, agendado para se aproximar da Terra em 14 de abril de 2029.

No mês de janeiro do corrente ano, um asteroide denominado 2024 BJ, com dimensões equivalentes a cinco veículos, atravessou a proximidade da Terra sem acarretar riscos substanciais. Identificado em janeiro de 2024, o asteroide 2024 BJ foi oficialmente reconhecido pela União Astronômica Internacional, alcançando uma proximidade considerável tanto da Terra quanto da Lua em 27 de janeiro.

Asteroides e o escudo natural da Terra

A NASA ressalta que, embora exista uma abundância de asteroides e outros corpos celestes perambulando pelo espaço, incidentes de colisões catastróficas com a Terra são excepcionalmente pouco comuns. Uma pesquisa recente sugere que a gravidade funciona como um sistema defensivo para o nosso planeta.

As influências das forças de maré, decorrentes das massas substanciais de planetas e luas, aplicam forças gravitacionais capazes de despedaçar objetos próximos, fenômeno conhecido como ruptura de maré. Um exemplo notável ocorreu em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 foi fragmentado pelas intensas forças gravitacionais exercidas por Júpiter.

Um estudo recente, divulgado na revista The Astrophysical Journal Letters, detectou corpos celestes que foram influenciados pela gravidade da Terra e atualmente perambulam pelo espaço. Após uma extensa pesquisa em busca de asteroides fragmentados gravitacionalmente próximos à Terra, os cientistas conceberam um modelo para calcular as trajetórias de corpos celestes de diversas dimensões, examinando suas órbitas em relação ao Sol.

Existe a suspeita de que esses fragmentos possam ter surgido de impactos com asteroides maiores, ocasionando uma perda de massa que variou entre 50% e 90% durante o processo. Análises suplementares por meio de simulações revelaram que esses fragmentos permaneceram no espaço por uma média de 9 milhões de anos antes de colidirem com o Sol, outro planeta ou serem expelidos do sistema solar.

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