Ossos de homo sapiens mais antigos do mundo são descobertos

Novos ossos de homo sapiens em uma caverna da Alemanha mudaram as percepções acerca de quando a espécie chegou na Europa

Recentemente, cientistas encontraram na Alemanha 13 ossos que são atribuídos ao Homo sapiens, indicando que os humanos habitaram a região entre 44 mil e 47.500 anos atrás. Esses achados representam os vestígios mais antigos conhecidos de seres humanos modernos na Europa Central.

O achado desses ossos na caverna desafia as previsões, uma vez que o clima da região era considerado hostil para a vida humana naquela época. Além disso, a presença dos neandertais, adaptados ao ambiente, que ocuparam a Europa por cerca de 200 mil anos até sua extinção há aproximadamente 40 mil anos, torna a descoberta ainda mais surpreendente.

A evidência encontrada indica que os Homo sapiens não apenas compartilharam o mesmo período de existência com os neandertais, mas também estabeleceram uma presença duradoura na região ao longo de milênios, contrariando a concepção anterior de uma substituição rápida.

Pesquisas sobre os homo sapiens

Contexto e pesquisas anteriores sobre a chegada do Homo sapiens à Europa:

  • Encontro com os neandertais, parentes extintos mais próximos.
  • Neandertais adaptados ao frio e já estabelecidos na região.
  • Indicação de chegada ao sudoeste da Europa há cerca de 46 mil anos.
  • Detalhes do contato entre as duas espécies durante a transição do Paleolítico Médio para o Superior permanecem pouco compreendidos.

Três novos estudos abordaram o enigma:

  • Exame de artefatos e condições climáticas da época.
  • Descobertas em uma caverna: Presença de pequenos grupos de hominídeos. Análise de proteínas e DNA datou a origem dos ossos entre 44 mil e 47.500 anos atrás.

A observação de dentes e ossos de animais na caverna revelou um ambiente notavelmente gélido, caracterizado por paisagens de estepe ou tundra, semelhantes às encontradas na Sibéria ou no norte da Escandinávia na atualidade.

Essa constatação desafia a concepção anterior de que a resiliência às condições climáticas frias emergiu apenas após vários milhares de anos, sugerindo, em vez disso, que os Homo sapiens que se dispersaram pela Eurásia exibiram uma surpreendente capacidade de adaptação desde fases iniciais.

Cruzamento de DNA

O Homo sapiens, uma espécie situada no gênero Homo, inclui não apenas os seres humanos modernos, mas também seus predecessores mais próximos. A definição tradicional de espécie, conhecida como “conceito biológico de espécie”, baseia-se na ideia de que indivíduos pertencentes à mesma espécie são capazes de se reproduzir entre si, resultando em descendentes férteis. Em resumo, a habilidade de intercruzamento e a produção de descendência fértil são critérios fundamentais para a caracterização de uma espécie.

A revelação de intercruzamentos entre Neandertais e Homo sapiens desafia as bases da definição tradicional de espécie, que historicamente se apoiava na impossibilidade de intercruzamento entre grupos distintos. Esses eventos de cruzamento indicam uma sobreposição genética entre as antigas populações, mesmo diante das diferenças anatômicas e culturais.

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