123 Milhas é investigado por lavagem de dinheiro pelo MP

Nesta quinta-feira (1º), a empresa 123 Milhas, incluindo a MaxMilhas, está sob escrutínio na operação “Mapa de Milhas”, liderada pelo Ministério Público de Minas Gerais, com suporte da Polícia Civil. 

A ação visa executar 17 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas físicas e jurídicas em Belo Horizonte, buscando evidências de possível lavagem de dinheiro.

A investigação também se concentra na apuração de crimes de estelionato, cometidos por uma associação criminosa, que alegadamente causaram prejuízos significativos a milhares de pessoas em todo o país.

Investigação sobre a 123 Milhas

O trabalho está sendo conduzido pela 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da Capital, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Central) e do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet). 

Oito promotores de Justiça participam da operação, além de 5 delegados da Polícia Civil, 53 investigadores, um policial militar e cinco servidores do Ministério Público.

A 123Milhas já enfrentava questões legais, incluindo a suspensão de pacotes de viagens da linha “Promo”, resultando em pedidos de recuperação judicial. Isso envolve também a MaxMilhas e a Lance Hotéis, com dívidas superiores a R$ 2,5 bilhões. 

Em outubro, a CPI das Pirâmides Financeiras recomendou o indiciamento de oito sócios da 123Milhas, embora a empresa negue ter atuado como pirâmide financeira.

Recentemente, a 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte determinou a suspensão do processo de recuperação judicial da 123Milhas, que acrescenta mais complexidade ao cenário jurídico em torno da empresa.

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