NASA prevê queda de asteroide na Terra que pôde ser visto a olho nu

Um pequeno asteroide com cerca de um metro de tamanho, apelidado de 2024 BX1, riscou o céu da Alemanha antes de se desintegrar. O objeto foi detectado pela primeira vez por Krisztián Sárneczky, um pesquisador do Observatório Konkoly em Budapeste. 

A NASA posteriormente confirmou o caminho do asteroide sobre Berlim em uma postagem nas redes sociais. Embora o objeto não representasse uma ameaça ao planeta, foi uma oportunidade de testar as capacidades de detecção de asteroides na Terra caso algo mais catastrófico esteja a caminho.

Quedas de asteroides

“Objetos deste tamanho podem chegar à Terra uma vez por ano. Isso é normal, e à medida que os telescópios e suas capacidades melhoram, estamos destinados a descobrir mais e mais”, diz Davide Farnocchia, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, um engenheiro que trabalha no cálculo das órbitas de asteroides e cometas.

Sárneczky avistou o 2024 BX1 com o telescópio Schmidt do observatório em 20 de janeiro às 22h50, horário húngaro. Ele foi identificado como um asteroide porque estava se movendo em relação às estrelas mais distantes e estacionárias. 

O cientista relatou a observação ao Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional (MPC), que enviou uma notificação ao sistema de avaliação de risco de impacto da NASA, o Scout. 

Quando o Scout determinou que o 2024 BX1 atingiria a Terra, enviou uma mensagem para Farnocchia e outros cientistas que rastreiam objetos próximos da Terra (NEOs). Algumas horas depois, o asteroide atravessou o céu.

“Comecei a receber mensagens de texto e voltei para o meu computador apenas para ver, mas essencialmente, todo o processo funcionou perfeitamente de forma automática e novas previsões de impacto chegaram, e elas ficaram cada vez melhores à medida que novos dados eram relatados”, diz Farnocchia.

Com o Scout, a NASA pode detectar automaticamente a órbita de um objeto e alertar os pesquisadores se algo estiver prestes a atingir a Terra. O Scout também detecta itens artificiais como satélites ou lixo espacial. 

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