Lançamento do Drex pode abrir as portas para novas startups

A ferramenta deve ampliar ainda mais o universo do blockchain; entenda

O Drex, moeda digital desenvolvida pelo Banco Central (BC), é vista por muitos como uma promessa de abrir novos caminhos para as startups do Brasil, em especial as que atuam no setor de blockchain. Na avaliação de diversos especialistas, ela será um divisor de águas no segmento.

As aplicações do “dinheiro programável” são inúmeras e, segundo o portal Startups, o primeiro passo para largar na dianteira é justamente identificar as oportunidades que serão criadas a partir desse novo ambiente.

O que dizem os especialistas?

De acordo com Dan Yamamura, CEO da Fuse Capital, o atual sistema financeiro tem passado por diversas transformações, muito por conta das fintechs e o PIX, apesar da infraestrutura continuar a mesma, não mudando sua essência. “O que está acontecendo agora é o surgimento de uma nova infraestrutura, um novo sistema, que é o sistema das NFTs e do Bitcoin, mas que com o Drex ganha uma potência enorme” explicou o executivo, à Startup.

Espera-se que, no futuro, o blockchain faça parte das operações de todas as companhias. Pelo menos é isso que aponta Fabrício Tota, diretor de Novos Negócios do Mercado Bitcoin. Sendo assim, o Drex chegará como a moeda brasileira para ser utilizada nesse universo.

Vai fazer pouco sentido daqui a pouco tempo falar de uma startup especializada em blockchain, porque todo mundo vai ter que falar essa língua. É como, hoje em dia, uma empresa dizer que é especializada em internet“, compara Tota.

Todavia, enquanto as companhias e a sociedade aprendem mais sobre esse vindouro universo, as startups que já dominarem a tecnologia sairão na frente, tanto na disponibilização de soluções próprias, quanto na prestação de serviço para grandes organizações que almejam adentrar neste marcado.

O diretor do Mercado Bitcoin destaca que há uma demanda muito forte pelo conhecimento da tecnologia. Em terras brasileiras, de acordo com Tota, o “grande lance” é a tokenização, o que pode abrir diversas oportunidades para startups que dominam o segmento.

Formalização de contratos inteligentes

Um dos recursos mais aguardados para o Drex diz respeito aos contratos inteligentes. O objetivo é que, com o dinheiro programável, seja possível automatizar as fases de um contrato, reduzindo o número de intermediários e agilizando os processos.

No universo do blockchain, os contratos seriam feitos por meio de uma programação, que permite a inclusão de variáveis, como as condições para liberação de um pagamento, por exemplo. Neste caso, assim que as condições fixadas sejam cumpridas, o dinheiro seria liberado automaticamente. O Drex é a forma como o real, isto é, a moeda brasileira, poderá ser incluída nesta programação.

Um dos exemplos mais citados para o uso dos contratos inteligentes em transações do “mundo real” é na compra de um carro, em que o comprador primeiro transfere o dinheiro e depois recebe a propriedade do veículo. Com o Drex, o montante e a propriedade do carro serão transferidos ao mesmo tempo. Esse princípio vale também para operações com bens virtuais, como antecipações de recebíveis.

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