Nubank e Itaú anunciam fim do parcelamento sem juros

Dois dos maiores bancos que atuam no Brasil, o Nubank e o Itaú estão unindo forças para o fim do parcelamento sem juros.

Dois dos principais bancos que atuam no Brasil, o Nubank e o Itaú Unibanco anunciaram o fim de um serviço bastante utilizado por boa parte da clientela. Trata-se do fim do parcelamento sem juros, que é um serviço diretamente relacionado aos cartões de crédito.

O Nubank conta com mais de 70 milhões de clientes em todo o Brasil, enquanto o Itaú possui mais de 60 milhões de clientes. Por meio do parcelamento sem juros, muitas pessoas conseguiam fazer compras parceladas sem a necessidade de pagar juros no cartão de crédito.

Além disso, também está sendo debatida a limitação do número de parcelas oferecidas sem a cobrança de juros adicionais. Os bancos ainda estão propondo que a limitação de 100% dos juros seja implementada por um período inicial de um ano, como parte de um processo gradual de adaptação.

Nubank e Itaú anunciam fim de parcelamento sem juros

Para que essas mudanças entrem em vigor, ainda será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) antes de 2024. O órgão é composto por membros como Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, Simone Tebet, Ministra do Planejamento, e Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central.

Ou seja, Nubank e Itaú estão unindo forças para propor essa alteração de acordo com seus interesses de mercado. Os bancos argumentam que pretendem tornar o crédito mais acessível, por meio da redução das taxas de juros para os consumidores brasileiros. No entanto, isso implica em uma possibilidade menor de compras parceladas, por conta do fim do parcelado sem juros.

Em outubro deste ano, o Banco Central do Brasil (BC) propôs que o parcelado sem juros fosse limitado a 12 vezes. Ou seja, possibilitando que os clientes de bancos façam compras com pagamento sem a incidência de taxas adicionais em até um ano.

A autarquia fez a sugestão para que fossem feitas projeções sobre o impacto da medida para todos os elos do mercado, desde emissores e processadores de pagamentos às empresas que aceitam o cartão como meio de pagamento. Houve questionamento se poderia haver uma redução do número máximo de parcelas após um ou dois anos.

Porém, algumas instituições reagiram positivamente à proposta do BC, e houve a lembrança de que, na média, o parcelamento sem juros atualmente é inferior a 12 parcelas. Sendo assim, a medida afetaria pouco a prática que já está em vigor no mercado.

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