Ex-funcionária do Facebook assume culpa de roubar US$ 4 milhões

Uma ex-funcionária do Facebook assumiu sua culpa por roubar cerca de US$ 4 milhões da empresa entre os anos de 2017 a 2021.

Uma ex-funcionária do Facebook assumiu sua culpa pelo roubo de uma quantia de R$ 4 milhões. A rede social criada no ano de 2004 pelo bilionário Mark Zuckerberg, é controlada atualmente pelo Grupo Meta (o mesmo que administra redes sociais como Instagram, WhatsApp e Threads).

A mulher que declarou a própria culpa é cidadã da cidade de Atlanta, localizada no estado da Geórgia e fazia parte do quadro executivo da empresa. De acordo com o escritório do procurador dos Estados Unidos do Distrito Norte da Geórgia, Ryan K. Buchanan, Barbara Furlow-Smiles trabalhou como estrategista líder, chefe global de grupos de recursos de funcionários e engajamento de diversidade no Facebook, Inc.

O ocorrido foi entre os anos de 2017 a 2021. “Essa ré abusou de uma posição de confiança como executivo global de diversidade do Facebook para fraudar a empresa em milhões de dólares, ignorando as consequências insidiosas de minar a importância de sua missão DEI”, disse Buchanan por meio de um comunicado.

Roubo de R$ 4 milhões do Facebook

Conforme o que foi informado pela procuradoria dos Estados Unidos, a executiva usou sua conta de despesas do Facebook para viver um estilo de vida luxuoso nos estados da Califórnia e da Geórgia. A investigação aponta que ela usou de forma fraudulenta os fundos do Facebook para o pagamento de diversas despesas pessoais.

Entre estas despesas pagas por Barbara, estão cabeleireiros, babás e US$ 18.000 (R$ 88.000 mil) para pagar os custos de uma pré-escola, de acordo com Buchanan. Ela vinculava os cartões de crédito de sua empresa ao PayPal, Venmo e Cash App e, em seguida, usava esses cartões para o pagamento de outras pessoas por serviços que nunca foram prestados, segundo o procurador.

Além disso, ela realizou cobranças. A denúncia aponta que ela desviou dinheiro do Meta por meio de esquema que envolvia fornecedores fraudulentos e cobranças fictícias. Os promotes ainda apontam que Barbara fez o Facebook pagar por bens e serviços que nunca foram fornecidos. Ela também chegou a cobrar um valor de US$ 10 mil para um artista por retratos especiais.

O esquema ainda envolvia parentes e amigos, que recebiam os pagamentos e devolviam parte do valor para a executiva como propina, de acordo com o gabinete. O procurador ainda relatou que “ela chegou a envolver parentes, amigos e outros associados em seus crimes, tudo para financiar um estilo de vida luxuoso por meio de fraude, em vez de trabalho árduo e honesto”. A sentença para dela está marcada para 19 de março de 2024.

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