Preço de teto para passagens aéreas terão cotas de até R$ 799

A ideia é reduzir o preço dos bilhetes, que estão em seu patamar mais elevado nos últimos 13 anos

Na segunda-feira (18), o Ministério dos Portos e Aeroportos e as três maiores companhias aéreas do país anunciaram os primeiros passos do projeto chamado Plano de Universalização do Transporte Aéreo, que tem como objetivo reduzir o valor das passagens de avião no Brasil.

O chefe da pasta, Silvio Costa Filho, reconheceu desafios para concretização dos resultados almejados. “Precisamos reconhecer os impactos sofridos pelas companhias. Mas confio que teremos reflexo na ponta“, disse ao ser questionado sobre os preços ainda elevados propostos pelas empresas no pacote de promoções.

Em anúncio à imprensa há um mês, Costa Filho disse que as autoridades brasileiras já estão fazendo sua parte em ações para ajudar as companhias e que, como contrapartida, elas também deveriam apresentar ações para baratear os preços.

Por meio da medida, Azul, Gol e Latam informaram que vão implementar cotas para passagens com limites de valor. Os detalhes foram anunciados separadamente por cada empresa. Juntas, as três correspondem a cerca de 98% do mercado brasileiro de aviação. As cotas de passagens mais baratas servirão para compras feitas com, pelo menos, 14 dias de antecedência.

No caso da Azul, ela prometeu que a partir de 2024 vai oferecer 10 milhões de passagens de até R$ 799, valor que supera o preço médio das passagens calculados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em setembro deste ano. Passageiros que comprarem bilhetes em cima da hora, com preço mais alto, também terão preferência na remarcação da viagem e despacho gratuito de bagagens.

Já a Gol revelou que venderá 15 milhões de passagens de até R$ 699, além de tarifas com desconto em caso de emergências, como a morte de um familiar, por exemplo. Além disso, a companhia informou que mais novidades serão anunciadas no próximo ano.

Preço de passagens aéreas se encontra no maior patamar dos últimos 13 anos

A Latam, por sua vez, prometeu passagens de até R$ 199 semanalmente, bem como o fim da validade de dois anos em seu programa de pontos. A empresa disse ainda que vai aumentar em 10 mil por dia o número de assentos disponíveis, o que totaliza cerca de 3 milhões por ano além do volume atual.

O preço médio das passagens aéreas em setembro, como informado pela Anac, foi de R$ 747, o maior valor dos últimos 13 anos. Com a alta no preço das passagens, o Ministério dos Portos e Aeroportos passou a cobrar das companhias aéreas medidas para reduzir o valor dos bilhetes.

Voa Brasil

Fora do pacote de medidas, o governo também aposta em impactos positivos do Voa Brasil, que será anunciado na segunda quinzena de janeiro de 2024. O programa em questão destinará passagens por até R$ 199 para aposentados e beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni). Por fim, Costa Filho disse que investimentos em novos aeroportos terão reflexo nos preços no longo prazo.

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