Iniciativa do Governo promete bloquear celular roubado mais rápido

Devido ao aumento no número de roubos e furtos de celulares, as autoridades brasileiras adotaram nova medidas de contenção

No último sábado (18), o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, anunciou nas redes sociais o lançamento de uma medida que visa bloquear mais rapidamente celulares roubados ou furtados.

De acordo com o número dois da pasta, o projeto, que deve ser batizado de “Celular Seguro”, será implementado nesta terça-feira (19). “A iniciativa transformará os celulares roubados num pedaço de metal inútil. Com apenas um clique, a vítima enviará um aviso simultaneamente para a Anatel, para os bancos, para as operadoras de telefonia e para os demais aplicativos“, disse Cappelli em sua conta no X (antigo Twitter).

De modo geral, a ideia é lançar um aplicativo e um site onde o cidadão poderá cadastrar previamente seu celular para que, em caso de furto ou roubo, pessoas de confiança consigam bloquear o dispositivo. O serviço será disponibilizado pelo Ministério da Justiça, que terá como responsabilidade a coleta de informações pertinentes ao app e a comunicação aos participantes quando solicitado pelo usuário.

Além disso, a implementação contará com a participação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ABR Telecom, encarregada do recebimento das comunicações enviadas pelo usuário para bloqueio do terminal telefônico em até um dia útil após a comunicação, e com os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Banco Inter, Sicredi.

Vale destacar que na semana passada, o secretário-executivo se reuniu com representantes das operadoras de telefonia para debater o assunto. Na ocasião, ele também escreveu uma publicação nas redes sociais, onde afirmou que as instituições financeiras mencionadas e a Anatel já tinham aderido à proposta.

Queremos que uma pessoa vítima de furto ou roubo consiga bloquear rapidamente seu aparelho, sua linha e seus aplicativos bancários com apenas um clique, sem burocracia“, publicou. No mesmo dia, Cappelli escreveu que “ninguém aguenta depois de ter o celular roubado ou furtado ficar na central de atendimento tentando fazer o registro”.

Roubos e furtos de celulares estão cada vez mais comuns

De acordo com os dados levantados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em julho, o Brasil registrou um crescimento de 16,6% nos furtos e roubos de celulares no período de um ano, saltando de 853 mil casos em 2021 para 999,2 mil ocorrências em 2022. Para se ter uma ideia, a média é de 144 celulares roubados por hora no país, cerca de dois a cada minuto. Os estados da Bahia e do Rio de Janeiro registram os maiores números em crimes dessa natureza.

O roubo e furto de celulares se tornou nos últimos anos o mais comum dentre os crimes patrimoniais, uma vez que o aparelho transformou-se em porta de entrada para outros delitos, como golpes e extorsão.

Este tipo de crime ganhou ainda mais força após a pandemia de COVI-19, que deu maior popularidade ao comércio eletrônico a partir de apps nos celulares. Em terras brasileiras, o avanço também está ligado à criação do PIX, que facilitou operações de transferência de valor a partir dos aplicativos dos bancos.

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