Príncipe Harry receberá quase R$ 900 mil de jornal britânico após acusação

O príncipe Harry, do Reino Unido, poderá receber uma alta indenização por conta de um julgamento contra uma rede de jornais britânicos.

O príncipe Harry, da família real britânica, deverá receber um valor estimado em cerca de R$ 900 mil por conta de uma indenização de um jornal do Reino Unido. O valor deverá ser pago por conta de um grampo telefônico, e é parte de processo movido por Harry e mais de 100 outras pessoas contra a Mirror Group Newspapers (MGN).

O grupo processado é responsável por alguns dos principais tablóides do Reino Unido, como é o caso do “Daily Mirror”, “Sunday Mirror” e “Sunday People”. De acordo com o príncipe, os jornais grampearam seu telefone para obter informações privadas entre os anos de 2006 e 2011.

“Acredito que o grampeamento telefônico estava em escala industrial em pelo menos três dos jornais da época”, afirmou ele no Tribunal Superior em junho. Harry foi uma das testemunhas do julgamento realizado em junho deste ano. Após essa fase, o juiz Timothy Fancourt definiu que a empresa deveria pagar uma multa de 140 mil libras ao membro da família real. O juiz ainda alegou que os executivos dos jornais estavam cientes da prática e encobriram a ação.

Príncipe Harry receberá indenização por grampo em telefone

Além de Harry, estão incluídos no julgamento atores, estrelas do esporte, celebridades e pessoas que simplesmente tiveram uma conexão com figuras importantes. Todos esses envolvidos estão processando o grupo de comunicação, que está contestando as reivindicações argumentando que alguns dos processos foram abertos tarde demais, como o de Harry.

As pessoas envolvidas no julgamento afirmam que os jornalistas do grupo de mídia ou investigadores particulares contratados por eles realizaram grampo telefônico em “escala industrial”. Com isso, tiveram acesso a detalhes privados por engano e realizaram outros atos ilícitos para descobrir informações sobre eles.

No caso de Harry, os grampos renderam 33 histórias escritas durante um período de cinco anos de sua vida. Por conta do ocorrido, Harry foi o primeiro membro da família real britânica a comparecer como testemunha no tribunal em 130 anos.

Ainda de acordo com o juiz do caso, o tabloide recorreu a escutas telefônicas ilegítimas a partir de 1995 e 1996, quando o segundo filho do rei Charles III e Diana tinha apenas 11-12 anos, e depois “extensa e habitualmente” após o ano de 1998. “À luz da vitória de hoje e da importância de fazer o que é necessário para uma imprensa livre e honesta, é um preço que vale a pena pagar”, afirmou o príncipe em uma mensagem lida por seu advogado David Sherborne. 

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