Saiba qual o futuro das agências bancárias após evolução digital

O futuro do mercado financeiro brasileiro e das agências bancárias foram temas da LiveBC do início desse mês e para o head de inovação do Bradesco

Na ‘LiveBC’ da primeira segunda-feira de dezembro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou os quatro alicerces fundamentais da agenda de inovação e tecnologia do BC, com o objetivo de direcionar o Sistema Financeiro Brasileiro para um futuro mais digitalizado e tokenizado. Campos Neto explorou o papel central da instituição na sociedade, abordando questões que incluíram autonomia, Pix, Drex, Open Finance e democratização financeira.

Além disso, registrou-se um expressivo encerramento de agências bancárias no período de 2020 a 2022, ocasionando a perda de emprego para mais de 14 mil indivíduos. O Brasil encontra-se atualmente com o menor contingente de agências desde 2007, motivando sindicatos a iniciarem campanhas em prol da preservação de empregos no setor.

Futuro das agências bancárias

Ao delinear a perspectiva futura do Sistema Financeiro Brasileiro, Campos Neto antevê uma realidade mais digital e tokenizada, com a criação de produtos e serviços mais especializados, juntamente com o surgimento de marketplaces para facilitar a portabilidade de soluções. Ele visualiza um sistema financeiro mais competitivo, inclusivo e que propicie uma maior educação financeira, incentivando a comparação entre produtos e serviços.

Indagado acerca do papel-moeda, Campos Neto elucidou que a meta do BC é oferecer maior conforto e segurança aos usuários, reconhecendo que a abolição do dinheiro em papel pode ser um desdobramento da digitalização. A intenção é otimizar os processos das transações em papel-moeda de forma gradual, enquanto se considera a parcela da população que ainda faz uso desse meio de pagamento.

O responsável pela Inovação no Bradesco, Fernando Freitas, destaca que, atualmente, a percepção das agências vai além de simples pontos de contato para transações; elas são espaços estratégicos com um papel crucial na oferta de serviços personalizados. O Bradesco está direcionando suas agências para se tornarem menos focadas em transações e mais voltadas para consultoria. A visão da instituição é transformá-las em centros de especialização, proporcionando conteúdo e orientações especializadas para atender às necessidades individuais de acordo com o perfil de cada cliente.

Evolução digital

Quanto ao Pix, Campos Neto expressou entusiasmo pela transformação que esse meio de pagamento trouxe ao sistema financeiro, ultrapassando simplesmente a substituição de TED e DOC. Destacou que o Pix evoluiu para se tornar uma plataforma de programabilidade financeira, viabilizando pagamentos programáveis e a flexibilidade de programar fluxos ao longo do tempo.

No que diz respeito ao Open Finance, Campos Neto ressaltou que esse ecossistema oferecerá maior autonomia de escolha, permitindo que os indivíduos centralizem seus dados em diversas plataformas, comparem produtos financeiros em tempo real e realizem transições entre plataformas de forma mais simplificada. Ele sublinhou que o compartilhamento de dados já está em andamento, possibilitando a comparação efetiva de produtos financeiros.

No que se refere ao Drex, a moeda digital brasileira em formato digital, Campos Neto antecipou uma transição do paradigma tradicional das contas para um ambiente tokenizado. O Drex viabilizará a entrada de novos provedores de serviços financeiros e modelos de negócios com custos reduzidos, proporcionando serviços financeiros automatizados, seguros, programáveis e padronizados.

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