Verão brasileiro de 2024 pode ser pior que as ondas de calor em 2023

Várias análises meteorológicas indicam temperaturas altas para o verão de 2024 que começa neste dia 22. O país vem enfrentando impactos do El Niño faz meses

O último domingo (17) assinalou o término da intensa onda de calor que impactou algumas áreas do Brasil. Apesar disso, Guilherme Borges, meteorologista do Climatempo, ressaltou em uma entrevista à CNN que é prudente que os brasileiros não descartem a perspectiva de novas ondas de calor em 2024, inclusive durante a temporada de verão que se inicia em 22 de dezembro.

Os efeitos do fenômeno El Niño estão sendo observados no país, resultando em um período mais seco até abril e previsões de chuvas abaixo da média nos próximos meses nas regiões Norte e parte do Nordeste. Após o verão, essas áreas entram em um período de estiagem, demandando níveis fluviais mais elevados ao longo de 2024, conforme destacado por Borges.

Verão no Brasil em 2024

Segundo as projeções climáticas da MetSul Meteorologia, o verão de 2024 se apresenta com temperaturas superiores à média em várias regiões do Brasil, podendo repetir o calor intenso experimentado recentemente. A expectativa é de menor precipitação do que o usual, o que pode resultar em temperaturas mais altas do que o normal no Centro do país e em partes do Norte e Nordeste.

  • Sul da Região Amazônica: Antecipa-se que o Sul da região amazônica vivenciará um verão excepcional, caracterizado por temperaturas acima da média.
  • Centro-Oeste e Sudeste: O Centro-Oeste e muitas áreas do Sudeste serão afetados por condições climáticas extraordinárias. Apesar de não se prever extremos tão intensos como na última primavera, a falta de chuva e o aumento da temperatura resultarão em dias mais quentes do que o usual.
  • Impacto no Nordeste: Parte do Nordeste também sentirá os efeitos desse verão excepcional, com temperaturas elevadas persistindo por períodos prolongados.
  • Regiões específicas sob alerta: Os estados do Sul e o Rio de Janeiro serão particularmente impactados, enfrentando um verão significativamente mais quente em comparação com a primavera recente. A possibilidade de aquecimento do Atlântico na costa brasileira adiciona um elemento de incerteza, aumentando o potencial de extremos de calor na região.

Ondas de calor

Durante uma entrevista à agência turca Anadolu, Sarah Kapnick, cientista-chefe da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), esclareceu que desde outubro, aproximadamente metade do oceano tem enfrentado uma onda de calor marinha, impactando diretamente nas medições de temperatura da superfície terrestre, as quais atingem níveis elevados.

De acordo com as estimativas da NOAA, está previsto que o auge do fenômeno El Niño ocorra até janeiro de 2024, ampliando as chances de ocorrerem novas ondas de calor e eventos climáticos extremos nesse período, uma vez que a temperatura média global normalmente segue a influência desse fenômeno.

COP28

Na COP 28, realizada recentemente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, os líderes globais uniram esforços para encontrar alternativas que minimizem os impactos do aquecimento global. Um dos compromissos assumidos é uma tentativa expressiva de diminuir a produção de combustíveis fósseis.

Conforme apontado pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), é imperativo realizar uma redução significativa das emissões de gases, alcançando no mínimo 43% até 2030 em relação aos níveis de 2019, e uma redução de 60% até 2035. Essas metas são cruciais como parte dos esforços globais para enfrentar as mudanças climáticas.

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