Renato Cariani: “Trabalhar no feriado para arrumar a casa e fugir da polícia”

A Polícia Federal está investigando o influenciador digital Renato Cariani por envolvimento com tráfico de drogas.

Alvo de uma operação da Polícia Federal realizada na última terça-feira (12), o influenciador digital Renato Cariani está sendo considerado suspeito de crimes como tráfico de drogas, associação criminosa para fins de tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, o principal alvo da Operação Hinsberg é a Anidrol, empresa em que Cariani possui sociedade.

“Foram identificadas 60 transações dissimuladas vinculadas à atuação desta organização criminosa, totalizando, aproximadamente, 12 toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila), o que corresponde a mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo”, diz a PF.

Ao todo, foram 12 mandados de busca e apreensão realizados ainda na terça, e segundo a Polícia Federal, esse grupo teria sido responsável por fabricar 19 toneladas de crack e cocaína. Um dos mandados teve como endereço a casa de Renato Cariani, que é conhecido nas redes sociais por conta do mundo fitness.

Ele possui mais de 7 milhões de seguidores no Instagram, 6 milhões de pessoas inscritas em seu canal do YouTube e, além disso, conta com 1 milhão de seguidores no Tik Tok. A maior parte do seu conteúdo é voltado para a área de fisiculturismo, no entanto, Renato também atua como empresário, professor de química e professor de educação física.

Mensagens interceptadas de Renato Cariani

Apesar da Justiça ter negado, o Ministério Público e a Polícia Federal já chegaram a pedir a prisão de Renato Cariani. A investigação policial interceptou algumas mensagens, que, segundo o inquérito, apontam que ele tinha conhecimento do monitoramento por parte da polícia.

Segundo a investigação, em uma das mensagens, ele diz: “Poderemos trabalhar no feriado para arrumar de vez a casa e fugir da polícia”. Devido ao contexto do diálogo, os investigadores afirmam que ele sabia que estava sendo investigado.

Após os mandados, ele chegou a publicar um vídeo nas redes sociais falando sobre o ocorrido. “Vou me manifestar depois que meus advogados tiverem acesso [aos autos], porque eu juro que não tenho noção do que está acontecendo”, disse Renato.

Segundo o que já foi adiantado pela PF, os envolvidos na investigação responderão dentro do seu nível de responsabilidade no caso. “As pessoas relacionadas aos fatos investigados responderão, cada qual dentro da sua esfera de responsabilidade, pelos crimes de tráfico equiparado, associação para fins de tráfico, bem como pelo crime de lavagem de dinheiro”, acrescentou a Polícia Federal.

Somadas, as penas podem chegar a 35 anos de prisão, porém, ainda não foram revelados detalhes sobre o nível de envolvimento de Renato Cariani no esquema.

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