Renan Bolsonaro é cobrado em mais de R$ 360 mil por não pagar empréstimo

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renan Bolsonaro está sendo cobrado por uma dívida de R$ 360 mil pelo Banco Santander.

Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, está sendo cobrado na Justiça por conta de um valor de pouco mais de R$ 360 mil. A cobrança está sendo realizada pelo Banco Santander, que acusa ele e sua empresa Bolsonaro Jr Eventos e Mídia de não cumprir um acordo que foi firmado em junho.

Na época, Renan Bolsonaro reconheceu uma dívida com a financeira por conta de um empréstimo que havia sido contratado anos atrás. O trato prevê o parcelamento desse débito estipulado em R$ 291 mil, com pagamento em 60 meses, até o ano de 2028.

Porém, de acordo com o Santander, Renan Bolsonaro ainda não depositou nenhuma parcela referente a esse acordo. Por isso, a financeira pediu à Justiça do Distrito Federal a citação de Jair Renan e o pagamento de pendência em até três dias. Caso nada aconteça, também há pedido para o bloqueio de contas do empresário.

Renan Bolsonaro foi alvo de investigações em agosto

Em agosto deste ano, Renan Bolsonaro foi alvo de uma investigação da Polícia Civil por conta de uma doação de uma empresa que faturava R$ 4 milhões por ano. A Bolsonaro Jr Eventos e Midia foi aberta no ano de 2020 e passou a ser de propriedade de Marcos Aurélio Rodrigues dos Santos, dono de um clube de tiro no Distrito Federal.

A mudança de propriedade da empresa foi um dos fatos investigados pela Polícia Civil, que considerou que o sócio de Renan pode ser um laranja e que a transação suspeita poderia ser uma lavagem de dinheiro.

A apuração foi feita pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária e atingiu outras três pessoas. O grupo é suspeito de formar uma associação criminosa. Em nota, o advogado de Jair Renan, Admar Gonzaga, afirmou que “não obteve acesso aos autos da investigação ou informações sobre os fundamentos da decisão” que autorizou a busca e apreensão. “Renan informou estar surpreso, mas absolutamente tranquilo com o ocorrido”, completou o defensor.

No caso da Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, a suspeita é que a firma tenha sido passada para o nome de um laranja, que tinha conhecimento das irregularidades. Segundo as apurações, Renan Bolsonaro pode ter cometido os crimes de falsidade ideológica, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O sócio para quem a empresa foi repassada também foi alvo de busca e apreensão neste ano. Em maio, o antigo advogado dele chegou a afirmar para a revista Veja que a transferência de sociedade da empresa havia sido uma “doação” e que “não houve compra e venda”.

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