Ondas de calor podem ser o motivo da conta de luz mais cara

As ondas de calor poderão impactar a conta de luz por conta do uso do ar-condicionado, de acordo com especialistas.

As ondas de calor podem ser o motivo da conta de luz mais cara para muitos brasileiros neste ano de 2023. Além disso, a possibilidade de falta de chuvas aguarda para os próximos meses pode impactar diretamente na conta de luz dos brasileiros, de acordo com os dados elaborados pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace).

O levantamento aponta que a expectativa é de um aumento de 6,58% para 2024, mas que pode chegar a 10,41%. A conta também depende do tamanho dos subsídios no próximo ano, e em novembro a carga de energia bateu recordes por conta da necessidade da população de se refrescar das ondas de calor que o Brasil enfrentou, especialmente por conta do uso de ar-condicionado.

Recentemente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisou aumentar a capacidade, pressionando as contas de luz para atender à alta demanda em horários de pico. A ação foi tomada com o intuito de prevenir um blecaute.

Ondas de calor podem resultar em conta de luz mais cara

Ainda de acordo com o ONS, as cargas para o mês de dezembro deverão avançar em comparação com o mesmo período de 2022. Por sua vez, as taxas de crescimento indicam principalmente o Nordeste, com aumento de 15,2%, o Sul, com 14,85%, e o Sudeste/Centro-Oeste, com 12,5%.

A expectativa agora é que o Brasil registre 3,5% de crescimento da carga de energia, de acordo com a previsão conjunta elaborada pelo ONS, com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O aumento das temperaturas é reflexo do El Niño, fenômeno natural que atinge principalmente o Oceano Pacífico, que é o maior do planeta. Foram projetadas afluências abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte no mês e acima da média histórica para o subsistema Sul.

Ao mesmo tempo, os reservatórios das usinas do Sudeste/Centro-Oeste, principal subsistema para armazenamento das hidrelétricas, deverão alcançar 64,6%, um pouco acima dos 63,7% previstos no início do mês.

De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o calor atingiu o mercado por conta do preço dos aparelhos de ar-condicionado. “Mesmo que estivesse fazendo calor dentro da normalidade para esta época do ano, a venda de ventiladores e ar-condicionado seria grande”, diz o economista André Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

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