Renato Cariani explica por que disse “fugir da polícia” durante conversa

Investigado na Operação Hinsberg por ser sócio de uma empresa que também está na mira da PF, o influenciador Renato Cariani postou um vídeo se explicando

Na última quinta-feira (14/12), Renato Cariani, influenciador digital, compartilhou um vídeo em sua plataforma no YouTube, buscando “clarear as principais informações veiculadas pela mídia” após ser alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF).

O material do vídeo consistiu em uma reação às mensagens interceptadas pela PF, nas quais o influenciador demonstrava conhecimento de que estava sob monitoramento. Em um segmento específico, ele aborda:. “Poderemos trabalhar no feriado para arrumar de vez a casa e fugir da polícia.”

Explicação de Renato Cariani

Ao afirmar sua intenção de “confirmar a veracidade dessas conversas” com sua sócia, Cariani destacou que as mensagens são datadas de 2014. Ele esclareceu que a menção a “fugir da polícia” se referia, na realidade, a evitar uma auditoria da Polícia Civil em sua empresa.

O influenciador defendeu que o vídeo busca esclarecer o contexto das mensagens interceptadas, negando qualquer envolvimento em atividades ilícitas. Ele ressaltou a importância de verificar a autenticidade das conversas e destacou os desafios enfrentados por empresários no cenário brasileiro.

Operação Hinsberg

O influenciador, reconhecido por seu enfoque em fitness, foi foco da ação da PF na operação Hinsberg. Esta operação visava reprimir uma organização criminosa responsável pelo desvio de produtos químicos destinados à fabricação de entorpecentes. A polícia executou mandados de busca e apreensão nas instalações da Anidrol, uma indústria química localizada na região metropolitana de São Paulo, da qual Cariani é sócio.

A ação da PF na operação Hinsberg concentrou-se no desvio de produtos químicos, sendo a fenacetina a principal substância desviada. Em um vídeo divulgado no mesmo dia da operação, o influenciador alegou ter sido surpreendido pela ação da PF, negando veementemente qualquer envolvimento no esquema e ressaltando que sua empresa segue todas as regulamentações.

Investigação

Os levantamentos apontaram para a emissão fraudulenta de notas fiscais no esquema, visando a venda de produtos químicos em São Paulo, utilizando intermediários (“laranjas”). Nesse processo, depósitos em espécie eram simulados, aparentando serem realizados por funcionários fictícios de grandes multinacionais. O volume total das transações dissimuladas atingiu aproximadamente 12 toneladas de produtos químicos, os quais poderiam ser equivalentes a mais de 19 toneladas de cocaína e crack.

Mais de 70 agentes federais executaram 18 mandados de busca e apreensão em endereços situados em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Os indivíduos sob investigação podem enfrentar acusações de tráfico equiparado, associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro, delitos que acarretam penas superiores a 35 anos de reclusão. A operação revelou ainda o emprego de diversas estratégias para esconder e dissimular a origem ilícita dos valores recebidos, envolvendo a utilização de pessoas interpostas e empresas fictícias.

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