O que aconteceu com as pessoas que tentaram invadir sede da PF?

Saiba que fim levou os principais envolvidos nos episódios antidemocráticos ocorridos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023

O dia 12 de dezembro de 2022 foi marcado pela diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o petista chegando ao seu terceiro mandato, apoiadores radicais de Jair Messias Bolsonaro deflagraram uma série de atos de vandalismo no Distrito Federal, em Brasília.

Além de atearem fogo em carros e ônibus, bolsonaristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal (PF) sob o pretexto de libertarem o indígena José Acácio Serere Xavante, um dos principais apoiadores de Bolsonaro.

Na ocasião, a prisão de Serere foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O indígena era investigado por participar de atos antidemocráticos e reunir pessoas para cometer atos ilícitos.

Porém, o plano de “resgate” do extremista foi frustrado pela atuação da polícia. O grupo, no entanto, não foi contido em sua totalidade e seguiu pela Asa Norte, onde realizou novos atos de vandalismo. Estando em posse de paus, pedras, fogos de artifício e até mesmo bombas caseiras, bolsonaristas depredaram diversos carros e atearam fogo em pelo menos três deles nas proximidades do prédio da PF. No dia, os apoiadores do ex-chefe do Executivo também entraram em confronto com a Polícia Militar.

O ato foi tido como preparatório para a tentativa de golpe semanas depois, no dia 8 de janeiro de 2023. Segundo as investigações, o objetivo dos manifestantes era instaurar o caos para que Bolsonaro, ainda no exercício da Presidência, decretasse Estado de Sítio e, com apoio dos militares, executasse um Golpe de Estado.

Afinal, os envolvidos foram presos?

Em julho deste ano, pouco mais de seis meses após a tentativa frustrada de invasão à sede da PF, a corporação prendeu o jornalista Allan Frutuozo, suspeito da tentativa de invasão na sede da Polícia Federal naquele dia 12 de dezembro.

Frutuozo foi detido enquanto tentava embarcar para a Argentina no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após o sistema de alerta da corporação instalado no terminal disparar. Em vídeos da invasão da PF, ele aparece estimulando outras pessoas, com gritos de “é guerra” e também fala em “guerra contra comunistas”, como aponta o relatório policial. O jornalista deixou a prisão em outubro deste ano.

Entre os demais suspeitos identificados até o momento, está o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo, ex-assessor da ministra Damares Alves (Republicanos) quando ela chefiava o Ministério dos Direitos Humanos. O influencer estava foragido e foi preso no Paraguai no dia 14 de setembro de 2023.

Além disso, Macedo é um dos bolsonaristas condenados por planejar uma tentativa de ataque à bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília em 24 de dezembro. Vale mencionar que a tentativa foi coibida pelas autoridades e ninguém se feriu.

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