Notícias falsas sobre vacinas podem começar a ser criminalizadas

Para Lula, criminalizar indivíduos que propagam fake news sobre as vacinas é o único caminho possível

Na última terça-feira (12), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a criminalização da disseminação de notícias falsas contra vacinas. O chefe do Executivo chegou a chamar de “facínora” quem faz propaganda contra a imunização. A fala de Lula ocorreu durante o programa “Conversa com o Presidente”, que contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Para o presidente, é de suma importância que o governo criminalize indivíduos que estão contando mentiras sobre a vacinação, uma vez que a imunização é fundamental para os cidadãos. “A gente quer vacinar o povo brasileiro, sobretudo as crianças“, destacou Lula.

Quando você tem uma facínora qualquer que resolve fazer propaganda contrária [à vacinação], nós temos que processá-lo criminalmente“, criticou o chefe do Executivo. De acordo com o petista, não há outra alternativa para “lidar com gente desse tipo” — referindo-se aos negacionistas.

Pandemia da COVID-19 e a explosão das fake news

A disseminação de notícias falsas, especialmente no campo da saúde e referente às vacinas, foi um fenômeno presente, principalmente, na pandemia da COVID-19. A legislação brasileira — e as decisões judiciais — ainda está em processo de consolidação para lidar com o volume e capacidade de expansão de fake news, em especial as veiculadas nas redes sociais.

Junto de Lula, Nísia Trindade observou que os movimentos contrários à vacina no Brasil formam uma “estratégia deliberada”. A ministra da Saúde teceu críticas à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara por promover transmissões com médicos que questionam a eficácia dos imunizantes.

Movimentos antivacina existem no mundo há alguns anos. Mas agora nós temos uma estratégia deliberada de usar falsas informações científicas“, disse Nísia. Para ela, o que foi visto durante o período pandêmico é algo para “entristecer”, uma vez que as lives foram promovidas por uma comissão da Câmara. “Médicos falam que a vacina pode causar mortes, no caso da vacina da COVID causar miocardite“, apontou a ministra.

Mitos sobre a vacinação

  • 1. Imunização não é necessária para enfermidades leves

Todas as doenças infecciosas preveníveis por vacinação são potencialmente graves, uma vez que há registros de hospitalizações, sequelas e até mesmo óbitos. Portanto, estar vacinado é fundamental.

  • 2. Mercúrio contido nas vacinas fazem mal à saúde

O mercúrio é usado como conservante, sempre em pequenas quantidades, nos frascos que contêm várias doses de vacinas. O objetivo é evitar a contaminação por fungos, bactérias e outros microrganismos. Vale frisar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização desse conservante por considerar o mercúrio seguro e não cumulativo, tendo em vista que o organismo o elimina rapidamente após a aplicação do imunizante.

  • 3. Quanto mais forte forem as reações da vacina, mais protegida a pessoa estará

A eficácia dos imunizantes não está relacionada à intensidade de seus efeitos colaterais. De modo geral, as vacinas provocam cada vez menos efeitos colaterais.

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