Peso argentino: vale a pena comprar a moeda?

Com a nova decisão do governo argentino, o peso argentino sofreu mais uma desvalorização. Especialistas orientam sobre como lidar com o cambio da moeda

Nos últimos anos, a Argentina tornou-se um polo atraente para os brasileiros que buscam opções de viagem mais acessíveis, especialmente diante da crise econômica que assola o país vizinho. Essa atração é notavelmente marcada pela desvalorização do peso argentino em comparação com o dólar e o real, conferindo à nação vizinha um caráter acessível para aqueles que desejam otimizar seus gastos durante as viagens.

No momento, a taxa de câmbio indica que R$ 1 corresponde a cerca de 161,34 pesos argentinos, e US$ 1 equivale a aproximadamente 799,95 pesos argentinos, segundo informações do Banco Central do Brasil. A pergunta sobre qual alternativa apresenta maior vantagem, adquirir pesos argentinos ou optar por dólares e/ou reais para a viagem, é levantada diante desse cenário.

Desvalorização do peso argentino

Diante da recente desvalorização do câmbio oficial, que impactou inclusive o “dólar blue”, um mercado informal na Argentina, a tomada de decisão tornou-se mais intrincada. A administração liderada por Javier Milei elevou a taxa oficial do dólar de 400 para 800 pesos e implementou alterações nas regras de comércio exterior, além de reduzir subsídios em tarifas de transporte e serviços.

Além do “dólar blue”, a Argentina apresenta uma variedade de cotações do dólar, cada uma destinada a aplicações específicas, abrangendo desde transações oficiais até operações nos mercados informal e digital. Portanto, a decisão sobre a moeda a ser utilizada em uma viagem à Argentina demanda uma análise cuidadosa das condições cambiais e das necessidades individuais do turista.

Câmbio

A economista Carla Beni, docente na Fundação Getúlio Vargas (FGV), compartilha perspicazes observações acerca desse dilema. Em tempos anteriores à atual administração argentina, era frequente ponderar a escolha de levar dólares para trocar no país, aproveitando o poder de negociação proporcionado por uma moeda forte em relação ao peso argentino. Contudo, a situação evoluiu de maneira significativa nos últimos tempos.

Nesse contexto, Carla Beni recomenda que, nos dias atuais, a alternativa mais segura para os turistas seja o uso de cartões de crédito ou pré-pagos. Essa escolha proporciona maior flexibilidade e, em muitos casos, taxas de câmbio mais vantajosas. Além disso, ela destaca o real brasileiro como uma opção viável, especialmente para aqueles que exploram as grandes cidades argentinas.

Contudo, a economista ressalta a relevância de realizar trocas fracionadas em locais menores, onde a desvalorização da moeda local pode ocorrer de forma mais acelerada. Essa estratégia é aconselhada como medida preventiva para evitar possíveis grandes perdas em decorrência da volatilidade cambial.

O Grupo Travelex Confidence, especializado no mercado de câmbio, orienta que a aquisição gradual de pesos argentinos é a estratégia mais recomendada para garantir um preço médio mais vantajoso. A empresa destaca a importância da diversificação dos meios de pagamento como medida essencial para prevenir surpresas durante a viagem. Além disso, sugere incluir uma quantia em pesos argentinos em espécie para despesas menores, como táxis e alimentação rápida.

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