PIB da construção pode se recuperar em 2024 com alta de 1,3%

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil deverá se recuperar no ano de 2024, de acordo com especialistas.

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil deverá crescer em 2024 em recuperação após a pandemia da Covid-19. De acordo com especialistas financeiros, já é aguardada uma alta de 1,3% para o setor, que deverá fechar o ano de 2023 com uma queda de 0,5%. Os dados foram divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria e Construção.

O resultado não contrasta muito com outras análises, visto que a previsão feita pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) é de uma alta de 1,2% no PIB da construção para o próximo ano.

Ainda assim, esse resultado está abaixo da previsão inicial de uma alta de 2,4%, divulgada em dezembro do ano passado. Em junho deste ano, essas entidades já haviam revisado a projeção para um crescimento de 1,5%, por conta da piora do cenário.

De acordo com a CBIC, o setor foi afetado por reflexos de uma economia marcada por alta nas taxas de juros. Isso resultou em um recuo 3,8% no PIB da construção no terceiro trimestre de 2023 em relação ao segundo trimestre. De acordo com dados divulgados há alguns dias pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse foi o pior resultado do setor desde que a pandemia chegou ao Brasil.

Alta de mais de 1% é prevista para a construção civil em 2024

De acordo com o Sinduscon e a FGV, os dados previstos para o final deste ano demonstram que houve uma desaceleração no setor em comparação com os dois anos anteriores. O PIB da construção teve expansão de 6,5% em 2022 e de 12,6% em 2021.

“Em 2023, estamos vendo uma queda (desaceleração no crescimento) muito vigorosa. Parte da responsabilidade por isso é da taxa de juros alta, que afeta a economia brasileira como um todo e a construção civil também”, afirmou o presidente do Sinduscon-SP, York Stefan, em pronunciamento para a imprensa.

Já a coordenadora de estudos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, afirmou na apresentação que o desempenho do PIB setorial em 2023 foi frustrado devido à queda no consumo de materiais pelas famílias. Ela ainda destacou que agora estamos vivenciando queda nos juros, o que indica algo bom para o setor futuramente.

“Depois de dois anos sucessivos de queda no consumo das famílias, agora vemos queda nos juros, inflação sob controle e possibilidade de volta do financiamento. Tudo isso deve ter um efeito positivo. Mas estamos falando de um crescimento ainda pequeno, sobre uma base fraca”, ressaltou Castelo.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.