Falta de consenso sobre combustíveis fósseis estende COP 28

A Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas, COP 28, foi realizada com falta de consenso sobre a questão dos combustíveis fósseis.

A Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas, COP 28, ocorreu neste ano na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU). O evento reuniu diversos chefes de estado e autoridades das principais nações da geopolítica mundial para dar prosseguimento às discussões de caráter ambiental. Apesar de algumas resoluções, existe uma falta de consenso sobre os combustíveis fósseis.

O rascunho do documento final da COP 28 não menciona a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. No entanto, a versão final do documento ainda esteve sendo negociada por representantes de quase 200 países até a última terça-feira (12). Apesar disso, o documento no rascunho já fazia menção a reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa.

“Os resultados precisam ser coerentes no que a ciência diz que precisamos assumir. Faz 31 anos que dizemos [que a principal causa das mudanças climáticas são] os combustíveis fósseis”, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que esteve presente na COP 28.

Combustíveis fósseis foi o impasse da COP28

De acordo com o presidente da COP 28, Sultan al-Jaber, o rascunho pode ser caracterizado como “um avanço significativo”. Por meio de um comunicado, a presidência da cúpula afirmou que desde o início deixou claro suas ambições e declarou que esse texto reflete essas metas, representando um passo gigante à frente.

O texto propõe medidas como triplicar a capacidade de energia renovável globalmente e dobrar a taxa média anual de eficiência energética até o ano de 2030. Além disso, as nações que assinarem o documento irão se comprometer a reduzir o consumo e produção de combustíveis fósseis de maneira justa para atingir a neutralidade de carbono até 2050.

O texto também aborda a redução de emissões não relacionadas ao CO2, como o metano, e incentiva a eliminação gradual de subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis. Ou seja, na avaliação de ambientalistas, o foco do documento está na transição de sistemas de energia com emissão zero ou baixas, utilizando tecnologias renováveis, nucleares e de captura e armazenamento de carbono.

“A métrica do sucesso da COP depende da linguagem em relação aos combustíveis fósseis. É preciso uma linguagem clara em relação a essa questão para viabilizar os meios para a adoção de energias renováveis e os meios para tirar o pé do acelerador dos combustíveis fósseis”, destacou Marina Silva.

O desacordo sobre a questão dos combustíveis fósseis parte dos Estados Unidos, países membros da União Europeia (UE) e também nações insulares com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Arábia Saudita.

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