Conselhos da economia elege Dilma como Mulher Economista 2023

Apesar de sua passagem como chefe do Executivo ter sido marcada por grande retrações econômicas, a petista recebeu a honraria após votação secreta

O sistema Cofecon/Corecons, que reúne o Conselho Federal de Economia e os Conselhos Regionais de Economia, elegeu a ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) como “Mulher Economista 2023”. Em nota oficial, o Cofecon informou que a ex-chefe do Executivo é uma “renomada economista” e “foi escolhida por sua significativa contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país ao longo de sua carreira”.

Nos dias de hoje, Dilma é a atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), o Banco do BRICS, bloco econômico composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Seu mandato como presidente ficou marcado por uma forte retração econômica e pelas acusações de “pedaladas fiscais”, que culminaram no impeachment da petista, em 2016.

O Cofecon destacou que a escolha de Dilma se deu em quatro fases. Cabe mencionar que houve a indicação das concorrentes pelos conselheiros federais, Conselhos Regionais de Economia e pela Comissão Mulher Economista e Diversidade da entidade. Em lista secreta, o plenário da Cofecon reuniu dez nomes e, depois, os Corecons elaboraram um “ranking” com apenas três indicadas.

O nome da ex-presidente foi escolhido em votação secreta realizada no plenário da Cofecon, com o resultado tendo sido divulgado no último sábado (9). Não há uma data definida para a solenidade de entrega da honraria, mas o Conselho informou que será em 2024.

Ainda de acordo com a nota divulgada, a entidade salienta que a premiação marca não apenas a celebração do mérito da economista, mas também ressalta a importância de reconhecer e valorizar as mulheres que exercem papéis importantes na promoção do desenvolvimento com responsabilidade social.

A escolha de Dilma Rousseff como ‘Mulher Economista 2023’ reflete o reconhecimento do seu legado e expertise no campo econômico, bem como seu papel fundamental na formulação e implementação de políticas que moldaram a trajetória econômica do Brasil“, destaca o comunicado.

Período como presidente do Brasil

Em sua época como chefe do Executivo, Dilma acumulou resultados ruins do Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro ano de seu segundo mandato, a economia encolheu 3,8% em relação ao ano anterior. Até agosto de 2016, quando ela deixou definitivamente o posto de presidente, o Brasil se arrastava com outra retração econômica de 4,4%.

No que diz respeito às acusações de “pedaladas fiscais”, elas foram usadas como base para o processo de impeachment de Dilma. A então presidente teve o mandato cassado por infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Abaixo, veja quais foram os argumentos utilizados nas denúncias:

  • 1. A edição de decretos para a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional;
  • 2. O atraso proposital do repasse de dinheiro para bancos e autarquias, com o objetivo de melhorar artificialmente as contas federais (manobra conhecida como “pedalada fiscal”).
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