Dose de reforço da bivalente é recomendada após aumento de casos

As autoridades de saúde do país reforçaram a importância da dose extra do imunizante bivalente para os grupos prioritários

Na última quarta-feira (6), o Ministério da Saúde emitiu um alerta pedindo para que os cidadãos dirijam-se até um posto de saúde para tomarem uma nova dose da vacina bivalente da COVID-19, principalmente aqueles que fazem parte dos grupos prioritários.

A orientação visa proteger os brasileiros com maior risco de contrair a doença após a identificação da circulação no Brasil de duas sublinhagens de uma das variantes do vírus que assolou o planeta entre 2020 e 2022. Portanto, aqueles que forem tomar a nova dose do imunizante bivalente precisam ter recebido a última dose da vacina há mais de seis meses. Veja para quem é indicado o reforço a seguir:

  • 1. Pessoas com 60 anos ou mais;
  • 2. Imunocomprometidos acima de 12 anos de idade.

Os imunocomprometidos são pessoas com baixa imunidade. Eles também são chamados de imunossuprimidas ou imunocomprometidas. O grupo leva em conta, por exemplo, indivíduos com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros com o sistema imune fragilizado.

Novas variantes da COVID-19 são detectadas no Brasil

O ministério monitora a evolução de duas sublinhagens de uma variante do vírus no país: a JN.1 e a JG.3. “Seguimos atentos ao cenário epidemiológico da COVID-19. Com a identificação de duas novas sublinhagens no Brasil, a JN.1 e JG.3, decidimos antecipar para grupos prioritários uma nova dose da vacina bivalente. A vacinação é essencial para nossa proteção“, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade de Lima.

Segundo a pasta, a JN.1 foi inicialmente constatada em exames realizados no Ceará e tem ganhado proporção global, correspondendo a cerca de 3% dos diagnósticos no mundo. Já a JG.3, também identificada em terras cearenses, vem sendo monitorada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as subvariantes já foram encontradas em 47 países.

Como anda a vacinação contra a COVID-19?

Apesar dos altos índices de vacinação da população brasileira, com mais de 518 milhões de doses aplicadas contra o vírus, a cobertura do imunizante bivalente é baixa. Como apontam os dados do Ministério da Saúde, apenas 17% dos cidadãos foram imunizados com a dose bivalente. A vacina serve como um reforço para a imunização realizada com as demais vacinas monovalentes.

Em outubro deste ano, a pasta anunciou que, a partir de 2024, a vacinação contra a COVID-19 passará a ser anual para crianças e grupos prioritários. Dessa forma, a imunização contra o vírus será incluída no Calendário Nacional de Vacinação. Além disso, o ministério ressaltou que a imunização no ano que vem deve ter como foco crianças entre seis meses e cinco anos.

Após os cinco anos de idade, crianças e adultos que fazem parte dos grupos prioritários receberão uma dose de reforço em 2024. Hoje, a vacinação contra a COVID-19 está à disposição para todos os brasileiros com mais de seis meses de vida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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