Sol irá morrer, mas não é por causa do buraco do tamanho de 60 Terras

De acordo com as estimativas, o Sol morrerá daqui a aproximadamente 10 bilhões de anos; saiba como

Segundo o astrônomo Thiago Signorini, em entrevista concedida ao portal UOL na última quarta-feira (6), não há o que temer quando o assunto é o buraco negro do tamanho de 60 Terras descoberto no Sol no dia 3 de dezembro. O especialista destaca que o fenômeno é comum, “nada grave” e não oferece riscos ao nosso planeta.

Ele explica que o buraco detectado não é um buraco material, isto é, não existe um vazio. Na realidade, trata-se de um buraco do campo magnético, que aparece nas imagens de ultravioleta e raio-X que os astrônomos têm do Sol. “É simplesmente um buraco que aparece nos campos magnéticos e, às vezes, esse campo magnético se rompe. É simplesmente uma consequência de uma matéria um pouco mais fria que acontece por essa alteração nos campos magnéticos“, disse Signorini.

No entanto, ele ressalta que pode haver, sim, um impacto, mas definitivamente não é um buraco tão alarmante. De acordo com o astrônomo, o máximo do que seria dessa tempestade solar já teria acontecido e não foi intenso. Em outras palavras, não é um evento para ter uma grande preocupação. “Esses buracos vão aparecendo e desaparecendo, mas é algo que vai sumir. Desse buraco, o pior já passou“, completa o especialista.

Entenda o que aconteceu

O observatório Solar Dynamics, da NASA, registrou um buraco de 800 mil km a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol. Com a rotação do astro celeste, essa abertura ficou virada para a Terra, o que gera impactos no planeta.

Mesmo sendo um fenômeno corriqueiro, este buraco tem um tamanho considerado sem precedentes em relação aos registros anteriores. Com a abertura, são liberados feixes de radiação mais fortes que o habitual, que atingem a Terra.

Como funciona o fenômeno?

Um buraco na coroa do Sol é mais frequente durante o chamado mínimo solar, período de menor atividade do ciclo solar. Portanto, os buracos coronais acontecem quando os campos magnéticos que o Sol mantém no lugar se abrem repentinamente e fazem com que o conteúdo da superfície superior seja dissipado na forma de vento solar, como informa a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). Eles parecem manchas escuras por serem menos densos e mais frios em relação ao plasma que circunda o Sol.

Quando o Sol vai “morrer”? Cientistas descobriram

Uma equipe internacional de astrônomos realizou um estudo que mostra previsões sobre como será o fim do Sistema Solar e quanto isso vai acontecer. O Sol possui aproximadamente 4,6 bilhões de anos, assim como outros objetos do Sistema Solar. De acordo com a pesquisa publicada na revista Nature Astronomy, o astro-rei morrerá daqui a cerca de 10 bilhões de anos.

Ainda segundo o estudo, o Sol tem maior probabilidade de encolher de uma gigante vermelha para se tornar uma anã branca e, em seguida, terminar como uma nebulosa planetária. Para quem não sabe, nebulosas são grandes nuvens encontradas no espaço interestelar formadas, majoritariamente, de poeira cósmica e gases, como hélio e hidrogênio.

Nebulosas planetárias marcam o fim da vida ativa de 90% de todas as estrelas. Elas traçam a transição de uma gigante vermelha para uma anã branca degenerada“, explicaram os responsáveis pela pesquisa.

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