Presidente do Banco Central afirma que economistas ‘erraram muito’

Roberto Campos Neto também comentou sobre o cenário econômico brasileiro e o que o país deve fazer dentro dos próximos anos

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, admitiu há pouco que “nós, economistas, erramos muito” nas projeções, principalmente as que competem ao crescimento econômico, e chegou a brincar dizendo que “a melhor forma de levar o nome à ruína é pedir conselho de economista”.

Campos Neto segue e destaca que o efeito coletivo de todas as reformas que foram feitas têm valor positivo, argumentando que o Brasil foi o único país a fazer uma reforma durante a pandemia da COVID-19. As reformas fizeram com que o crescimento estrutural tenha subido um pouco, segundo o presidente da autarquia. “Os erros de previsão estão associados aos efeitos coletivos dessas reformas“, disse em almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).

Cenário econômico, segundo o presidente do BC

Na ocasião, Campos Neto comentou que, “olhando o histórico”, o Brasil “não consegue gerar crescimento com investimento público” e que a alocação privada é melhor e mais eficiente. De acordo com o executivo, em alguns setores “o governo precisa estar com sustentabilidade”.

Além disso, o presidente do BC afirmou que os vetores de crescimento econômico neste ano não estarão presentes em 2024, enfatizando que grande parte da surpresa veio do agro e parte de serviços. “O impulso fiscal não estará presente em 2024 também“, informou. “Por outro lado, a gente abre espaço para ter mais investimento privado. O Brasil deveria receber mais fluxo de investimento de fora“, destacou.

Para o executivo, a reforma tributária também deve trazer outros efeitos positivos, mas avaliou que o “formato da Câmara melhor que o do Senado”. No que diz respeito à situação fiscal, ele reforçou que o arcabouço “elimina risco de causa, mas não gera convergência de dívida, estabiliza”.

Por fim, o presidente da autarquia monetária brasileira disse que a concentração bancária no Brasil caiu e é um dos poucos países em que cai. O argumento de Campos Neto é que os bancos deixaram de arrecadar aproximadamente R$ 14 bilhões com TED e DOC após a implementação do PIX, apesar de não deixarem de ganhar dinheiro. “Perdeu de um lado mas ganhou de outro“, concluiu.

Reforma tributária incrementará o PIB

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a reforma tributária é fundamental para o crescimento da economia e solução de problemas que caminham na contramão da produtividade e competitividade brasileira.

Na última segunda-feira (4), Alckmin afirmou que a reforma tributária fará o Produto Interno Bruto (PIB) crescer 10% em 15 anos. Além disso, o vice-presidente da República destacou a importância da transição da tributação na origem para a tributação no destino, uma vez que a medida elimina a guerra fiscal entre os Estados.

Vale destacar que Alckmin participou do 28° Encontro Anual da Indústria Química (Enaiq) 2023, evento tradicional do setor químico promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Química e de Produtos Derivados (Abiquim).

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