Elon Musk pode fazer o ex-Twitter ir à falência? Entenda

Proprietário do X, o antigo Twitter, o bilionário Elon Musk pode levar a rede social à falência, de acordo com alguns apontamentos.

Atual proprietário do X (antigo Twitter), o bilionário Elon Musk comprou a rede social no último ano por uma quantia de US$ 44 bilhões. Desde então, diversas ações foram feitas na plataforma, modificando suas regras e até mesmo alguns recursos para os usuários, além, é claro, do próprio nome, que não era alterado desde a fundação, na década de 2000.

Recentemente, o bilionário chegou a fazer alguns ataques aos anunciantes que boicotam a rede social. No mês de abril, Musk declarou: “Se a Disney se sente confortável em anunciar filmes infantis [no X] e a Apple se sente bem em anunciar iPhones na plataforma, esses são bons indicadores de que o X é um bom lugar para anunciar”.

Atualmente, nem a Disney e nem a Apple realizam anúncios por meio do X, e agora, o proprietário da empresa chegou a utilizar alguns palavrões para expressar sua indignação com ambas as marcas. Isso porque tanto a Disney quanto a Apple decidiram fazer uma pausa nos anúncios por conta de uma investigação de uma organização norte-americana, a Media Matters for America, que apontou que os anúncios publicitários apareciam ao lado de postagens pró-nazistas.

Elon Musk pode levar o X à falência?

O X chegou a responder o relatório publicado pela Media Matters. A empresa questionou os métodos utilizados na pesquisa e ainda abriu um processo contra a organização. Em uma entrevista realizada no último mês, Elon Musk chegou a se referir sobre uma possível falência da rede social, remetendo ao boicote publicitário que pode prejudicar os resultados financeiros de sua empresa.

“Se a empresa falir… Ela vai falir por causa de um boicote dos anunciantes. Será isso que levará a empresa à falência”, disse o bilionário. A falência ainda não é tida como algo factível por conta do investimento feito na empresa em sua compra, porém, a plataforma é dependente de receitas de publicidade.

Somente no ano passado, cerca de 90% da receita do X veio da publicidade, que é considerada como o principal meio do negócio. De acordo com o diretor de clientes da consultoria de marketing da Ebiquity, Mark Gay, que trabalha com centenas de empresas, não há sinais de que algum anunciante esteja voltando ao X. “O dinheiro saiu e ninguém parece ter uma estratégia para reinvestir na plataforma”, aponta Mark.

Na última sexta-feira (01), a Walmart, que é uma das principais redes do varejo, anunciou que não iria mais fazer anúncios por meio do X. A reação ocorreu após Elon Musk ter feito falas contundentes direcionadas aos anunciantes.

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