Economistas estão surpresos com o crescimento econômico do Brasil

Diversos economistas estão surpresos com o crescimento econômico do Brasil em 2023, após baixas projeções para o PIB.

Diversos economistas estão surpresos com o crescimento econômico visto no Brasil recentemente. Desde os anos da pandemia da Covid-19, diversos analistas financeiros passaram a acompanhar o ritmo da atividade econômica no país, e apesar de terem feito algumas previsões para o PIB (Produto Interno Bruto), as expectativas acabaram sendo superadas em muitos casos.

Isso porque as projeções iniciais eram de que haveria um crescimento do PIB na faixa de 0,5% e 1%. Hoje, essa faixa está próxima de 3%. Com isso, os economistas estão buscando algumas explicações para o número, e uma delas tem a ver com as reformas realizadas pelos diferentes governos nos últimos anos.

“O país fez várias reformas a partir de 2016, cujo impacto acumulado tende a ser positivo para o PIB”, diz o superintendente de pesquisa macroeconômica do Itaú Unibanco, Fernando Gonçalves. A leitura feita pelo especialista é de que essas reformas ajudaram o PIB a crescer em 2023.

“Nós, economistas, subestimamos os efeitos das várias reformas feitas no Brasil nos últimos anos. E não é um fenômeno só registrado pelos economistas brasileiros. Para o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Brasil foi o país que teve a maior surpresa de crescimento em 2023. É representativo de algo que está acontecendo”, afirma o economista-chefe do banco Bradesco, Fernando Honorato.

Economistas avaliam crescimento do PIB brasileiro em 2023

De acordo com o executivo do Bradesco, existe também uma “inércia do pessimismo” por conta dos acontecimentos vivenciados pelo Brasil depois da recessão do biênio de 2015 e 2016. “Foi uma crise muito severa que levou a PIBs que nunca tínhamos visto nos últimos 100 anos. O período em que houve a crise profunda no Brasil pode ter contaminado a avaliação”, diz o especialista.

Nos últimos anos, foram promovidas a reforma trabalhista, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, e a reforma da previdência, aprovada em 2019, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, ações pontuais, como os monetários e fiscais adotados pelo governo para combater os estragos causados pela pandemia, como o reajuste real do salário mínimo e do salário dos servidores, estão entre os pontos levantados por economistas como explicações para ajudar a entender as diferenças entre as projeções e o PIB efetivo.

O reajuste do salário mínimo com ganho real aconteceu em 2023 pela primeira vez em cerca de sete anos, já na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A política de valorização do piso salarial dos trabalhadores brasileiros deverá ser continuada em 2024 e nos demais anos do governo Lula, de acordo com as projeções governamentais.

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